Honda estreia com gol, mas Fogão apenas empata contra o Bangu

Com o Engenhão vazio por causa da pandemia do novo coronavírus, não conseguiu sustentar a vantagem e cedeu o empate em 1 a 1 pela Taça Rio

Keisuke Honda estreou bem com a camisa do Fogão

Keisuke Honda estreou bem com a camisa do Fogão

Reprodução/Twitter/Botafogo

Keisuke Honda deu algumas amostras de seu talento e ainda marcou um gol em sua aguardada estreia no Botafogo, mas assim mesmo a tarde não foi inteiramente feliz para os alvinegros.

Em um estádio do Engenhão vazio por causa da pandemia do novo coronavírus, denominado Covid-19, o time botafoguense não conseguiu sustentar a vantagem obtida com o tento de pênalti do meia japonês e empatou por 1 a 1 contra o Bangu, neste domingo (15).

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O tropeço complicou a situação do Botafogo na Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca. O clube está empatado com o Bangu na terceira colocação do Grupo A, após três rodadas, com quatro pontos — a cinco do líder Flamengo e dois atrás do Boavista, o segundo colocado.

A equipe alvinegra, que já não se classificou para a semifinal da Taça Guanabara (primeiro turno), pode ser eliminada na próxima rodada. Para isso, basta não vencer a Cabofriense e Flamengo e Boavista ganharem os seus compromissos.

A primeira boa jogada da partida foi do Bangu, logo com um minuto, quando a finalização de Jairinho passou muito perto do gol. Mas a torcida do Botafogo não demorou muito para ver aquilo que tanto queria: um lance de classe de Honda.

O japonês avançou com a bola nos pés e deu um passe precioso que deixou Luis Henrique na cara do gol, mas o goleiro Matheus Inácio evitou a abertura do placar.

Alguns minutos mais tarde, Honda armou outra ótima jogada: ele lançou Guilherme Santos e o lateral-esquerdo mandou um cruzamento que por pouco não foi aproveitado por Luis Henrique. Ficou claro muito rapidamente que a presença do japonês aumenta a qualidade da equipe botafoguense.

O time alvinegro continuou superior ao Bangu e o gol finalmente saiu aos 28 minutos. O árbitro marcou pênalti do goleiro Matheus Inácio em Rafael Navarro e Honda se apresentou para a cobrança. Com categoria, o japonês rolou a bola para o gol e fez a rede balançar logo em sua primeira partida com a camisa do Botafogo.

Uma cobrança de falta de Juan Felipe, que passou razoavelmente perto da meta defendida pelo goleiro paraguaio Gatito Fernández, foi o melhor que o Bangu conseguiu depois de sair atrás no placar, mas isso no primeiro tempo.

Na etapa final, o time visitante se mostrou mais ousado e não demorou para colher o lucro por isso: aos 13 minutos, Rhainer se viu cara a cara com o arqueiro botafoguense, com a bola quicando à sua frente, e empatou a partida com um toque por cobertura.

Pouco tempo mais tarde, outra notícia ruim para os botafoguenses: o fôlego de Honda acabou e ele saiu do jogo, substituído por Luiz Fernando. Com o japonês se apresentando menos para o jogo por causa do cansaço, o rendimento da equipe alvinegra caiu bastante, o que não ocorreu por coincidência.

Na reta final, depois de o Botafogo ter um gol corretamente anulado por impedimento, o jogo ficou aberto e as duas equipes tiveram as suas oportunidades para chegar à vitória. A melhor delas foi um chute de Alex Santana, já nos acréscimos, que explodiu na trave, o que negou aos donos da casa uma vitória que seria fundamental na luta para chegar à semifinal da Taça Rio.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 1 x 1 BANGU

LOCAL - Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ).

GOLS - Honda (pênalti), aos 28 minutos do primeiro tempo; Rhanier, aos 13 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Caio Alexandre (Botafogo); Juliano (Bangu).

ÁRBITRO - Yuri Elino Ferreira da Cruz.

BOTAFOGO - Gatito Fernández; Fernando (Barrandeguy), Marcelo Benevenuto (Ruan Renato), Kanu e Guilherme Santos; Caio Alexandre, Alex Santana, Bruno Nazário, Honda (Luiz Fernando) e Luis Henrique; Rafael Navarro. Técnico: Paulo Autuori.

BANGU - Matheus Inácio; Juliano, Michel, Rodrigo Lobão e Dieyson; Felipe Dias, Josiel (Rhainer) e Juan Felipe; Octávio (Rodrigo Yuri), Rocha (Felipinho) e Jairinho. Técnico: Eduardo Allax.