Goleiro Bruno negocia com Tupi e mais dois clubes para voltar a jogar 

Cumprindo pena em regime semiaberto pela morte de Eliza Samudio, Bruno quer retomar a carreira depois de passagem pelo Poços de Caldas em 2019

Último clube de Bruno foi o Poços de Caldas F.C

Último clube de Bruno foi o Poços de Caldas F.C

Divulgação / Poços de Caldas F. C.

Cumprindo pena no regime semiaberto, em Varginha, a 320 km de Belo Horizonte, o goleiro Bruno Fernandes negocia com três clubes para voltar a jogar futebol profissionalmente: o Tupi, de Juiz de Fora (MG), o Fluminense de Feira de Santana (BA) e o Cuiabá (MT). 

Bruno foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samudio. Em julho do ano passado, ele recebeu autorização da Justiça para progredir ao regime semiaberto e deixou a prisão. No mês seguinte, assinou contrato com o modesto Poços de Caldas F.C, time da cidade do Sul de Minas de mesmo nome.

No entanto, o acordo durou apenas dois meses e dois amistosos. O ex-goleiro de Atlético-MG e Flamengo rescindiu o contrato com o clube após divergências com a diretoria do time e, desde então, mantém uma rotina de treinos em Varginha.

Bruno não precisa de autorização judicial para assinar contrato com uma nova equipe, mas precisa do aval da Justiça para deixar a cidade de Varginha. 

Segundo a advogada de Bruno, Mariana Migliorini, como é improvável que ele volte a jogar por algum time de Varginha, como o Boa, onde ele atuou em cinco partidas durante o mês de abril de 2017, Bruno terá que mudar de cidade. Nesse caso, na avaliação dela, tanto faz se para outro município mineiro, como Juiz de Fora, casa do Tupi, ou de outro Estado. 

— Não tem problema ser outro Estado. De qualquer jeito envolveria uma mudança de cidade. O ideal seria que ele trabalhasse aqui, mas Varginha, infelizmente, não tem muito campo de trabalho. Então, que seja um time que o acolha bem, com salário bom e com boa proposta de crescimento