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BRASILEIRO 2022
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Gabigol muda postura e, além de artilheiro, se torna principal líder no Flamengo

Rubro-negro joga nesta terça (28) o jogo de volta da Recopa Sul-americana; novo camisa 10 do time, atacante não se esquivou de derrotas

Futebol|Gabriel Herbelha, do R7


Flamengo pega o Del Valle no jogo de volta da Recopa Sul-Americana nesta terça (28)
Flamengo pega o Del Valle no jogo de volta da Recopa Sul-Americana nesta terça (28)

142 gols em 219 partidas disputadas, artilheiro do Flamengo no século XXI e 11 títulos ganhos com a camisa rubro-negra. Se formos listar todos os feitos de Gabigol vestindo a camisa do clube, é texto que não acaba mais.

Mas como todo ídolo que se preze, Gabriel Barbosa não deixa de ser uma figura controversa, no melhor estilo ame ou odeie, como o próprio costuma dizer. “19 torcidas me odeiam. E uma me ama muito. Eu faço gol toda hora nos times dos caras”, brincou o atacante, em entrevista ao Podpah.

E nesta terça-feira (27) Gabriel tem a chance de conquistar seu primeiro título da temporada, vestindo a mística camisa 10 rubro-negra, contra o Independiente del Valle, pela Recopa Sul-Americana. O Flamengo precisa da vitória, já que perdeu o jogo da ida por 1 a 0.

Além do desempenho dentro de campo, tudo que envolve a figura do jogador vira notícia. A mudanças nos cortes de cabelo, as tatuagens novas, as chuteiras coloridas, os affairs e até os looks usados nos momentos de lazer.

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E neste ano de 2023, em sua quinta temporada na Gávea, o artilheiro parece ter passado por um rebranding — termo em inglês usado para definir uma estratégia de marketing, em que empresas ressignificam a imagem do seu produto.

No Mundial de Clubes, Gabigol adotou estilo 'raiz' em campo
No Mundial de Clubes, Gabigol adotou estilo 'raiz' em campo

Em seu visual dentro das quatro linhas, Gabigol vem usando shorts mais curtos, optando por chuteiras pretas na maioria dos jogos e deixou seus cabelos, sem pintar, mais longos, além de, obviamente, passar a vestir a camiseta com o número 10, após receber a bênção de Zico, o maior ídolo da história flamenguista.

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“O que a gente pode dizer é que o estilo do Gabigol, de se vestir, de falar, de comemorar os gols, atrai bastante todos os tipos de público, desde o infantil — não é à toa que ele já tem produtos licenciados, vem explorando isso comercialmente — até os senhores que gostam dele”, explica Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports. “Mas também é importante dizer que o estilo dele, do mesmo jeito que atrai, é um estilo polêmico para quem não gosta.”

Já na opinião do torcedor rubro-negro Lucas Ferreira, Gabriel Barbosa entendeu a “responsabilidade de usar a camisa 10 da Gávea”, e isso o vem motivando nessa mudança de comportamento.

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“O Gabi adotou uma persona mais low profile, ao meu ver. Parece que ele quer dar um destaque maior ao número que carrega nas costas que, apesar de eternizado pelo Zico, passou por mãos muito ruins no passado recente”, afirma.

Botando a cara nos momentos ruins

Apesar de não ser o capitão da equipe, o jogador vem agindo como tal, principalmente nas derrotas que marcaram o início de temporada.

Na final da Supercopa do Brasil, contra o Palmeiras, mais uma vez Gabriel foi decisivo durante o jogo e marcou duas vezes, mas não o suficiente para dar o título ao Mengão, que perdeu por 4 a 3 para a equipe paulista.

Após a amarga derrota, Gabigol pediu para a assessoria do clube que fosse ele o jogador encarregado de conversar com os jornalistas na zona mista.

“Claro que queríamos ganhar, mas a gente tem que ser racional. É o começo de um trabalho, um trabalho novo. A gente precisa melhorar algumas coisas que precisa de tempo. No Brasil é assim, se perde um jogo é para acabar o mundo, quando ganhamos por 5 a 0 no Carioca, era o melhor time do mundo. Temos que ser racionais, é o começo de um trabalho”, disse o jogador.

Após a derrota precoce para o Al Hilal, na semifinal do Mundial de clubes, no início de fevereiro, repetiu a postura, e foi o único flamenguista a se pronunciar, na saída do estádio Tânger, no Marrocos.

“A derrota dói muito, mas viemos com muito orgulho. Temos ainda mais um jogo, defendemos o maior clube do Brasil. Sofrer hoje e amanhã cabeça erguida”, declarou.

Indo na contramão da maioria dos atletas, que preferem se preservar, Gabriel fez publicações nas redes sociais após as derrotas citadas, não privou comentários e recebeu apoio da maioria dos torcedores.

Sucesso nas redes e produtos licenciados

Fora de campo, o agora camisa 10 do Flamengo também é um fenômeno de engajamento nas redes sociais. Somando Instagram, Facebook e Twitter, ele é seguido por 17,5 milhões de pessoas.

Entre os investimentos do jogador além do futebol, está uma loja online, em que são vendidos produtos infantis com a imagem do Gabigolzinho, boneco inspirado no craque. Entre as peças à venda, estão mochilas, sungas, porta-chuteiras e babadores, vendidos por preços de R$ 6 a R$ 35.

Influente Brasil afora e ídolo da maior torcida do país, o centroavante vai, nesta terça, no Maracanã, tentar reverter a derrota no jogo de ida por 1 a 0, no Equador. Em caso de vitória, vivenciaremos mais um capítulo vencedor na construção da figura de ídolo de uma nação. Mas em caso de derrota, podemos esperar um atleta que vai dar a cara a tapa e não fugir da responsabilidade dada a ele.

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