Futebol Futebol não pode tolerar assédio, diz Conselho Fiscal sobre Caboclo

Futebol não pode tolerar assédio, diz Conselho Fiscal sobre Caboclo

Órgão de controle enviou carta ao Conselho de Ética defendendo afastamento do presidente acusado por uma funcionária

  • Futebol | André Avelar, do R7

Rogério Caboclo se diz alvo de política dentro da CBF

Rogério Caboclo se diz alvo de política dentro da CBF

Lucas Figueiredo/Divulgação/CBF - 9/4/2019

O Conselho Fiscal da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) se manifestou a favor do afastamento de Rogério Caboclo da presidência da entidade. Em carta enviado ao Conselho de Ética, o departamento afirmou que “o futebol não pode mais tolerar o assédio e a misoginia”. Caboclo é acusado de assédio sexual e moral contra uma funcionária.

No documento ao qual o R7 teve acesso, o presidente Antônio Carlos de Oliveira Coelho e os membros efetivos Arthur Carlos Briquet Junior e Marco Antônio Russo reforçam que a Comissão de Ética, que decidiu pela prorrogação do afastamento de Caboclo por mais 60 dias, corrija o que chamam de inaceitáveis desvios de conduta.

“O futebol brasileiro não tolera mais o racismo. O futebol brasileiro não tolera mais o preconceito e a discriminação. O futebol brasileiro não pode mais tolerar o assédio e a misoginia”, diz o texto. “Atitudes como as cometidas pelo presidente afastado envergonham todos aqueles que se dedicam, lutam e trabalham diuturnamente pelo engrandecimento do futebol brasileiro.”

O trio que assina o documento foi eleito na chapa de Caboclo em abril de 2018 e, diante das acusações, se posiciona em favor do afastamento do mandatário. O Conselho Fiscal tem a responsabilidade de emitir o parecer sobre a saúde financeira da entidade.

“Nesse momento em que a CBF atravessa a maior crise de seus 107 anos de existência, não poderíamos nos furtar do exercício escorreito de nosso mister na condição de Conselheiros Fiscais desta instituição”, continua o texto.

Caboclo nega todas as acusações e se diz vítima de uma jogada política do ex-presidente e seu antigo padrinho na CBF, Marco Polo Del Nero, banido do futebol por corrupção.

Palavra do presidente

Depois da publicação da notícia, a assessoria de Caboclo disse que o presidente da CBF estranha a manifestação de um órgão que tem como atribuição a fiscalização financeira da entidade.

“Os integrantes do referido Conselho antecipam a ideia de condenação de Rogério Caboclo, o qual nem mesmo apresentou defesa ou foi ouvido, o que só se justifica se a manifestação tiver sido motivada por pressões políticas”, diz o texto.

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