Fifa proibirá que empresas e fundos de investimento sejam "donos" de jogadores
Prática é muito comum na América do Sul e prejudica os clubes de futebol
Futebol|Do R7

A Fifa proibirá que jogadores sejam comprados por fundos de investimento e empresas, uma prática recorrente na Europa e América do Sul, anunciou nesta sexta-feira (26) o presidente da entidade, Joseph Blatter.
Em entrevista coletiva realizada após a reunião do Comitê Executivo em Zurique, Blatter antecipou a "firme decisão" da entidade e disse que a medida, tomada após estudo realizado por um grupo de trabalho, não será aplicada de maneira imediata, "mas será resultado de um processo de transição".
Com a proibição de que empresas e fundos de investimento tenham participação nos direitos econômicos dos jogadores, a Fifa responde à uma demanda do presidente da Uefa, Michel Platini, que em março, coincidindo com o Congresso Ordinário da entidade em Astana, solicitou que Blatter "enfrentasse esse problema de uma vez por todas".
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"Os jogadores não pertencem a seus clubes. Cada vez mais são propriedade de companhias opacas controladas por agentes desconhecidos ou fundos de investimento. Os jogadores não controlam suas carreiras e atuam a cada ano para gerar renda a indivíduos anônimos que só querem conduzir o dinheiro do futebol", criticou o presidente da Uefa na época.
Planiti aplaude iniciativa
O presidente da Uefa, Michel Platini, fez elogios à Fifa nesta sexta pelo anúncio.
"Estou muito feliz pelo futebol e pelos jogadores que a Fifa tenha seguido a iniciativa e as recomendações da Uefa para proibir a prática de propriedade dos direitos federativos por terceiros. Há anos que venho alertando que essa prática, que se tem generalizado cada vez mais e representa um perigo para o nosso esporte", declarou Platini.
"(A TPO) Ameaça a integridade de nossas competições, arranha a imagem do futebol, representa uma ameaça a longo prazo para as finanças dos clubes e ainda levanta questões de dignidade humana. A proibição é uma notícia muito positiva para a liberdade dos jogadores e para a integridade e a transparência do jogo", completou o dirigente.
Nos últimos anos, Platini já vinha mostrando sua rejeição a uma prática que ele disse estar cada vez mais estendida e que ameaçava o futebol. A medida não será imediata, e sim fruto de um período de transição de três ou quatro anos, mas mesmo assim o ex-jogador acredita que ela é bem-vinda.
"Tenho fé que o grupo de trabalho estabelecido encontrará as melhores normas e regulamentos para erradicar a propriedade de terceiros de futebol tão logo seja possível", finalizou.












