Fifa nega que esteja ‘vendendo’ a Copa do Mundo e rebate críticas sobre plano bilionário
Consultor responsável pelo projeto diz que entidade manterá controle da competição e nega semelhança com a Superliga Europeia
Futebol|Do R7
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Após a proposta da Fifa de criar uma empresa comercial de US$ 20 bilhões para administrar competições, divulgada na última terça-feira (28), um dos principais responsáveis pelo projeto saiu em defesa da iniciativa. Greg Maffei, consultor comercial da entidade e um dos arquitetos do plano, afirmou que a proposta “não significa vender a Copa do Mundo” e rebateu as críticas de federações, políticos e torcedores.
O projeto prevê a venda de 20% de uma nova empresa, chamada FIFA Forward Enterprise (FFE), que concentraria os direitos comerciais e de mídia das principais competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo.
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Em entrevista ao Financial Times, Maffei afirmou que a Fifa manterá o controle permanente da empresa e disse que a iniciativa não se compara à Superliga Europeia, lançada em 2021. “Isso não é vender a Copa do Mundo”, declarou. Segundo ele, a principal diferença é que a decisão caberá às 211 associações nacionais filiadas à Fifa, que deverão votar sobre a proposta até 19 de setembro.
A defesa do projeto acontece em meio à forte reação de entidades do futebol. Na quinta-feira (30), a Uefa anunciou que suas 55 federações não participarão de competições organizadas pela Fifa enquanto a proposta permanecer em discussão. Em comunicado, a entidade afirmou que “a Copa do Mundo não está à venda” e criticou a falta de transparência no desenvolvimento do plano.
A Fifa argumenta que a criação da nova empresa permitirá captar investimentos privados para impulsionar o crescimento do futebol e aumentar a distribuição de recursos às federações nacionais. Pela proposta, cada associação receberia um pagamento inicial de US$ 20 milhões, além de recursos adicionais ao longo dos próximos quatro anos.
A definição do projeto também ocorre em um cenário de incerteza sobre o ciclo esportivo até 2030. O formato das Eliminatórias Sul-Americanas para a próxima Copa do Mundo ainda não foi definido, e a Conmebol avalia como será a disputa após a classificação automática de Argentina, Uruguai e Paraguai, países que receberão partidas do Mundial. A definição das vagas pela Fifa também pode influenciar o planejamento das federações.
Segundo Maffei, a iniciativa segue uma tendência já adotada por outras organizações esportivas, como a Fórmula 1 e o circuito de golfe PGA, que criaram estruturas comerciais independentes para gerir direitos de transmissão e patrocínios. Ele também afirmou que não há planos para aumentar o endividamento da nova empresa e que o objetivo é fortalecer o esporte, e não atender aos interesses de investidores.
Apesar da defesa, a proposta continua enfrentando resistência de dirigentes, torcedores e confederações continentais, que temem que a entrada de investidores privados coloque interesses financeiros acima das decisões esportivas e altere o futuro da principal competição do futebol mundial.
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