Fifa diz ter avançado nas discussões sobre direitos dos trabalhadores no Catar
Federação sindical internacional consta mais de 1200 trabalhadores mortos nas obras
Futebol|Do R7

Quatro meses depois de vencer na Justiça uma ação que contestava a escolha do Catar como país-sede da Copa do Mundo de 2022 por suspeita de uso de trabalho escravo nas obras dos estádios para o torneio, a Fifa diz estar satisfeita com avanços nas discussões sobre os direitos de operários que atuam nas obras de infraestrutura da competição.
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Em nota divulgada nesta terça-feira em seu site oficial, a entidade disse que o diálogo com empresas e com o Sindicato Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (BWI, na sigla em inglês), estão trazendo resultados positivos.
"As discussões estão sendo muito construtivas e frutíferas com o objetivo de promover e fortalecer os esforços para a melhoria do bem-estar dos trabalhadores imigrantes da construção de infraestrutura da Copa do Mundo do Catar", afirma a entidade.
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A Fifa ainda declara que, nos últimos anos, se esforçou para sistematizar e fortalecer a defesa dos direitos humanos dentro da entidade, com a criação de um Conselho Consultivo de Direitos Humanos, que atua desde março deste ano de forma independente, segundo a entidade.
O Catar foi definido como sede da Copa do Mundo de 2022 através de votação realizada em 2010. Desde então, o país já foi duramente criticado pelo uso de imigrantes com baixos salários nas obras dos estádios, mas também há participação de várias empresas europeias nas construções.
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No início deste ano, um homem britânico morreu enquanto trabalhava na obra de um dos estádios. Anteriormente, o Catar havia confirmado a morte de quatro operários, sendo uma delas como resultado direto de um acidente de trabalho.




























