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BRASILEIRO 2022

Expulsões, provocações, pênalti perdido e derrota do líder: futebol precisa de clássicos como o Juve-Nal

Nacional e Juventus não se enfrentavam desde 2008 e fizeram jogo quente nesta quarta (8)

Futebol|Vinícius Bacelar, do R7

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Juventus e Nacional fizeram um clássico brigado para 645 pessoas
Juventus e Nacional fizeram um clássico brigado para 645 pessoas

Após sete anos sem confrontos, Nacional da Barra Funda e Juventus da Mooca fizeram um jogo de pouco apelo para o grande público, mas sempre interessante para os apaixonados por futebol. O tradicional clássico "Juve-Nal" aconteceu na tarde desta quarta-feira (8), no estádio Nicolau Alayon, na zona oeste, pela 17ª rodada da primeira fase da Terceira Divisão do Campeonato Paulista

Em casa para um público de 645 bravos torcedores que enfrentaram o frio da capital paulista, o Nacional venceu o rival por 2 a 0, com dois gols do reserva Jorge Mauá. 


Apesar do revés, o Juventus continua na liderança da competição com 35 pontos. A equipe mooquense já está classificada para a segunda fase do torneio, enquanto o rival ainda luta para ficar entre os oito melhores times da Terceira Divisão. Atualmente, o Nacional ocupa a 10ª colocação com 25 pontos. 

Muita disposição e pouca técnica


Longe dos milhões de torcedores e de reais — o Nacional possui uma folha salarial mensal de R$ 30 mil e o Juventus de R$ 180 mil —, as duas equipes ostentam uma rica história.

Ambas participaram da fundação da Federação Paulista de Futebol em 1941 (exibem orgulhosamente seus escudos no portão da sede da FPF), cinco anos depois de se enfrentarem pela primeira vez, em uma partida realizada na Rua Javari, na Mooca. 


Hoje, os dois clubes, que já revelaram grandes nomes para o futebol brasileiro e mundial, não possuem jogadores famosos. O mais conhecido entre os 22 titulares que iniciaram a partida nesta quarta é o ex-corintiano Gil, atacante do Juventus, que recentemente até ganhou esfihas de presente pelos quatro gols em um único jogo

O primeiro tempo não agradou. Sem inspiração e técnica, os times protagonizaram lances ríspidos. O gramado irregular do Nicolau Alayon também não colaborou para o espetáculo.


A partida transcorria sem muitas emoções até que o árbitro Danilo da Silva assinalou uma penalidade máxima para o Nacional.

O goleiro juventino André Dias defendeu a cobrança de Emerson Mi. É o quinto pênalti consecutivo desperdiçado por adversários da equipe da Mooca.

Logo depois, após uma falta para o Juventus, os jogadores dos dois times iniciaram uma confusão generalizada. O juiz então expulsou um atleta de cada lado: Alan Christian (Nacional) e Felipe Nunes (Juventus).

Na segunda etapa, o meia Daniel Costa perdeu uma oportunidade incrível para o Moleque Travesso e viu Jorge Mauá decidir a partida em duas escapadas do Nacional. Os mandantes ainda tiveram chances de ampliar nos contra-ataques, mas desperdiçaram.

Com o apito final, alguns torcedores do Juventus provocaram a torcida adversária, porém não houve nenhum tipo de confronto.

Próxima rodada

O Juventus recebe a Inter de Limeira no próximo domingo (12), na Javari, em uma disputa direta pela liderança da primeira fase da Terceira Divisão.

Um dia antes, o Nacional pega o Sertãozinho em casa na esperança de beliscar uma das oito vagas no quadrangular final. Será que teremos mais "Juvenais" neste ano? O futebol paulista precisa de clássicos assim.

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