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Experiência de hino à capela na Copa 2014 promete ajudar Brasil na Rio 2016

Canto da torcida quando a música acaba atrapalhou seleção brasileira dois anos atrás

Futebol|André Avelar e Dado Abreu, do R7, no Rio

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Time Brasil participou da cerimônia de boas-vindas à Vila Olímpica
Time Brasil participou da cerimônia de boas-vindas à Vila Olímpica

Neymar, Julio Cesar, Thiago Silva e companhia não estavam sequer preparados para o Hino Nacional na abertura da Copa 2014. Os jogadores da seleção brasileira caíram aos prantos assim que a música parou de tocar no Itaquerão e a arquibancada seguiu à capela. Agora na Rio 2016, a experiência tende ajudar os atletas brasileiros para que eles não percam a concentração.

As federações internacionais assumem diferentes protocolos na entrada das equipes, antes de cada competição. De maneira geral, os esportes coletivos têm por tradição a execução dos hinos nacionais, enquanto os individuais reservam esse momento apenas para as cerimônias de pódio.


A culpa pelo 7 a 1, claro, em nada teve a ver com o papel da torcida, mas também era nítido o descontrole emocional da maioria dos atletas da seleção brasileira no Mundial. Se o hino à capela deu sorte ou azar para os comandados de Luiz Felipe Scolari, o Comitê Olímpico do Brasil prefere focar na experiência do trabalho para cumprir suas metas nos Jogos Olímpicos.

“Espero que esse hino seja repetido pelo ginásio inteiro. Claro, não inteiro porque cada um tem sua torcida e cada federação internacional adoto o seu protocolo. Mas não importa se não deu muita sorte na Copa. Felizmente, o COB parou de trabalhar com a sorte. Temos uma equipe muito boa e que fez estudos para chegar onde queremos chegar”, disse o diretor executivo de esportes do COB, Marcus Vinícius Freire.


Antes mesmo dos Jogos Olímpicos começarem, alguns atletas do Brasil já tiveram uma primeira experiência de ouvir o hino à plenos pulmões. A cerimônia de boas-vindas à Vila Olímpica teve o hasteamento da bandeira e o já conhecido ritmo dos membros da delegação.

Gerente de planejamento esportivo do COB, Adriana Behar exaltou o momento dos atletas e até relembrou seus tempos de jogadora de vôlei.


“Acho o hino de modo geral muito emocionante. Em qualquer cerimônia é sempre muito emocionante. O fato das pessoas continuarem é mais uma representação de amor à pátria. É mais um momento emocionante que o Brasil traz para os Jogos e que nossos atletas estarão preparados”, disse Adriana.

Há uma contradição quanto a origem do Hino Nacional cantado à capela. As arquibancadas do vôlei já registravam manifestações do tipo em etapas da Liga Mundial em meados dos anos 2000. Apesar disso, os paraenses gostam de lembrar que a tradição começou em Belém, em 2011, antes de um Superclássico das Américas entre Brasil e Argentina.


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