Espírito de vingança move Barcelona contra Bayern de Munique
Equipes se enfrentam nesta quarta-feira, pela semifinal da Liga dos Campeões
Futebol|Do R7

Antes de o Brasil apanhar de 7 da Alemanha, o Barcelona já havia tomado um passeio da base da equipe que viria a ser campeã mundial. Foi durante as semifinais da temporada 2012/13 da Liga dos Campeões, quando o time espanhol foi massacrado em dois jogos (0 x 4 e 3 x 0) pelo Bayern de Munique.
Nesta quarta-feira (6), também pela semifinal da Champions, Messi e seus companheiros entram em campo esperando vingar o passado e colocar os culés novamente em uma decisão. Para o craque argentino, não há favorito.
— Os dois times são muito grandes, com muita história. Os jogadores estão acostumados com esse tipo de jogo. É óbvio que é importante um bom resultado. Jogamos em casa e podemos chegar com um placar bom na volta. Isso é importantíssimo.
O Bayern terá muitos desfalques no Camp Nou, como Robben, Alaba e Badstuber, além de Ribéry. No entanto, os problemas do rival não são considerados desculpa pelo argentino em caso de revés.
— Em 2013 não foi desculpa os nossos lesionados e agora não seria com o Bayern. É um time muito importante, com outros grandes jogadores. Não há nenhuma desculpa.
O Barcelona também terá baixas. O zagueiro Mathieu, com uma lesão no tendão de Aquiles do pé direito, está vetado pelo departamento médico. A zaga deverá ser formada por Piqué e Mascherano. Já o lateral-esquerdo Jordi Alba voltou a treinar com o grupo e estará à disposição do técnico Luis Enrique, que durante entrevista coletiva elogiou os adversários e lembrou que a partida deverá ser decidida nos detalhes.
— O Bayern é uma das melhores equipes da Europa, tem um estilo diferente desde a chegada de Pep [Guardiola], que agregou as coisas boas da equipe e deu sua própria marca. Este tipo de partida é resolvido em detalhes.
No lado do Bayern, Guardiola não quis adiantar qual a provável escalação. Um das dúvidas do treinador é o aproveitamento do atacante Robert Lewandowski, que fraturou a mandíbula e o nariz na semana passada, na derrota para o Borussia Dortmund pela Copa da Alemanha.
A principal preocupação do treinador é com Lionel Messi. Guardiola conhece bem o camisa 10, que foi seu jogador durante os quatro anos em que comandou o Barcelona, e sabe que o momento do argentino é especial.
— Não se para ele nem em sonho. Se você se dedica só a defender, é impossível. Nos últimos cinco meses, não há sistema defensivo ou treinador que o pare. Ele é bom demais. É preciso limitar-lhe de outra maneira. Tentar que receba menos a bola, fechar espaços por dentro. Do jeito que ele está agora não há nenhuma defesa que o possa parar. É impossível.












