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Dois jovens admitem ter feito gestos contra Vini Jr, mas negam insultos racistas

Advogados culparam o atacante brasileiro pelos insultos e disseram que seus clientes reagiram a provocações feitas por Vini

Futebol|

Vini Jr. apontou os torcedores que o insultaram na partida contra o Valencia
Vini Jr. apontou os torcedores que o insultaram na partida contra o Valencia Vini Jr. apontou os torcedores que o insultaram na partida contra o Valencia

Dois dos três jovens, com idade entre 18 e 21 anos, detidos como supostos autores dos insultos racistas contra Vinícius Jr., do Real Madrid, admitiram perante a juíza que fizeram gestos em direção ao atacante em resposta a provocações, mas negaram ter proferido quaisquer insultos.

A titular do Tribunal de Instrução 10 de Valência, cidade onde aconteceram os insultos ao brasileiro, ouviu, nesta segunda-feira (19), o depoimento de dois dos três jovens, que apenas responderam às questões de seus advogados, e um deles também aos questionamentos da juíza.

O depoimento do terceiro jovem acusado foi adiado para 11 de julho. Segundo fontes do caso, os dois jovens admitiram ter feito gestos — não detalharam quais, embora eles tenham sido identificados pelas gravações da partida — das arquibancadas do estádio Mestalla e acrescentaram que o fizeram dentro de uma reação conjunta de grande parte dos torcedores valencianos contra o que entenderam como provocações por parte de Vinícius.

As mesmas fontes afirmaram que um dos jovens insistiu que nenhum gesto ou insulto foi dirigido a outro jogador que não fosse a Vini Jr.

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Ao deixar o tribunal, o advogado do acusado cujo depoimento foi adiado, Manuel Izquierdo, insistiu que "foi tirado do contexto, foi um problema pontual, são três jovens, não pertencem a nenhum grupo radical, são pessoas normais, isso não tem nada a ver com crime de ódio".

Na opinião dele, “esses jovens têm sido tomados como bodes expiatórios de uma causa geral contra o racismo, e aquilo de que são acusados esses três rapazes muitos outros espectadores poderiam ser acusado, que estavam sentados inclusive até em outras zonas mais nobres do estádio”.

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Izquierdo disse ainda que os acusados não reconhecem a interpretação de desacato por motivos de raça devido ao gesto que fizeram.

Nesse mesmo sentido, a advogada do segundo dos acusados a depor hoje, Juana Blázquez, considerou que o caso deve ser reduzido a supostos insultos, já que, na opinião dela, seu cliente não expressou nenhum sentimento de ódio e ressaltou que "se viu claramente que [Vinícius] estava provocando o estádio e até confrontou a torcida".

No comunicado, estiveram presentes a procuradora especializada em crimes de ódio Susana Gisbert, os três advogados de defesa e o advogado da LaLiga, como entidade promotora da denúncia e da acusação privada. O advogado da Federação Espanhola de Futebol também ouviu as declarações de forma remota. 

Vini deve ser ouvido no tribunal no dia 27, e a Justiça ofereceu a possibilidade de o depoimento ser por videoconferência. Além disso, é previsível que seja oferecida a possibilidade de o atacante fazer parte do processo como vítima.

No dia 26, serão ouvidos os seguranças que trabalhavam no estádio Mestalla no dia da partida. Como acusação particular, a LaLiga apresentou à juíza de instrução vários vídeos da chegada do Real Madrid ao local do jogo que aparentemente reforçam a tese do insulto racista a Vinícius Jr. e que podem levar a processos judiciais pelos fatos ocorridos também fora do estádio e na extensão do processo investigativo.

Como reflete a LaLiga na ampliação da denúncia, isso foi feito depois de saber que o caso — fornecido pelo Ministério Público — continha dois discos com gravações de fora do estádio e que mostravam fatos que não são os que estão sendo investigados nesse processo.

Diversas capturas de tela estão anexadas à denúncia, nas quais vários jovens podem ser identificados gritando a onomatopeia "uh, uh, uh" ou entoando "você é um macaco" e "Vinícius, você é um macaco".

Nessa ampliação da denúncia, também é anexada uma publicação do perfil do Ultra Yomus no Twitter, no qual os torcedores são convidados a dar boas-vindas ao time, e a juíza de instrução afirma que atualmente esse grupo está localizado no extremo norte, nas mesmas arquibancadas onde estavam os torcedores investigados por insultos racistas. 

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