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BRASILEIRO 2022
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Dívida do Atlético-MG já supera R$ 1,7 bilhão e pode ser a maior do continente

O clube mineiro tem incremento nos débitos e preocupa a torcida e a direção; o cenário pode atrapalhar criação da SAF do Galo

Futebol|Do R7

Atlético-MG inaugurou Arena MRV em abril
Atlético-MG inaugurou Arena MRV em abril Atlético-MG inaugurou Arena MRV em abril

O Atlético-MG está cada vez mais endividado e pode ser o maior devedor da América do Sul. O clube mineiro está perto dos R$ 2 bilhões em débitos, e os compromissos com os credores aumentaram em 2022. Além das dívidas trabalhistas, fiscais, com bancos e credores, a construção da Arena MRV também onerou muito os cofres do Galo.

A quantia é preocupante, pois, em maio de 2022, o Atlético tinha débitos na casa de R$ 1,3 bilhão, segundo o próprio clube no evento que destrinchou o balanço financeiro do ano anterior, o “Galo Business Day”.

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A Arena MRV, orçada inicialmente em pouco mais de R$ 500 milhões, teve um acréscimo de valor que gerou a necessidade do clube e de seus parceiros de alocar mais de R$ 400 milhões para concluir a obra, inaugurada neste ano mas que só receberá jogos a partir de agosto.

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O CEO Bruno Muzzi e o diretor financeiro Paulo Braz vão falar, ainda nesta quarta-feira (26), mais detalhes sobre o endividamento, mas dificilmente terão novidades, já que os dados e a situação periclitante das finanças alvinegras é de conhecimento do torcedor, que está tenso com a situação.

Esse cenário financeiro pode atrapalhar a criação da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Galo e deixar de atrair algum investidor que assuma o futebol do clube, pague a dívida e ainda invista para manter o elenco forte.

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O modelo de negócios pensado neste momento é de o investidor comprar 51% das ações da SAF, e os quatro R, os mecenas atleticanos, converteriam suas dívidas em capital, ficando com 15%, enquanto os 34% restantes permaneceriam com a associação atleticana. Em um movimento pouco falado, a SAF pode ser oferecida a investidores nacionais.

Entenda o perfil da dívida do Galo

– 38% onerosa — proveniente especialmente de dívidas bancárias e obrigações trabalhistas e sociais;

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– 36% não onerosa — oriunda dos empréstimos dos apoiadores e do investimento em atletas;

– 21% de profut/parcelamento de impostos — de programas de refinanciamento de dívidas fiscais;

– 5% de receitas antecipadas — referem-se, principalmente, à antecipação de receitas de patrocínios a partir da renegociação da dívida com a família Guimarães.

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Shopping foi negócio ruim

A venda do DiamondMall, em Belo Horizonte, não ocorreu como o previsto e teve impacto direto no aumento de vários débitos. O Galo acertou com a Multiplan a venda dos 49,9% restantes a que o clube tinha direito, por R$ 340 milhões. Esse dinheiro seria para quitar as dívidas que têm juros mais altos.

Entretanto, a Multiplan desistiu do negócio em cima da hora e depois fez uma nova proposta, de R$ 170 milhões por 24,95% do shopping. Sem esse dinheiro entrando rapidamente no caixa, não houve tempo hábil para evitar que alguns débitos crescessem e onerasse ainda mais o endividamento de curto prazo.

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