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Portuguesa e Corinthians se reencontram em mata-mata, e um nome volta aos holofotes: Javier Castrilli; veja os lances

Duelo histórico no Paulistão revive memória de uma das arbitragens mais polêmicas do campeonato

Desimpedidos|Do R7

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O duelo entre Portuguesa e Corinthians, um dos clássicos mais tradicionais de São Paulo, ganha um capítulo decisivo neste domingo (22). O que chama a atenção é que as duas equipes não se enfrentavam em uma fase eliminatória (mata-mata) desde a Semifinal do Paulistão de 1998. Ao falar desse intervalo de quase três décadas, o nome do argentino Javier Castrilli volta instantaneamente à memória dos torcedores.

Por que um argentino apitou o jogo?

Com o prestígio de quem apitava a elite do futebol mundial, Javier Castrilli era o nome escolhido para duelos de alta tensão. No currículo, o “xerife” acumulava participações em Copa do Mundo, finais de Libertadores e os maiores clássicos da Argentina, como Boca Juniors x River Plate e Racing x Independiente. Foi com essa chancela que ele foi trazido para apitar a decisão no Estádio Cícero Pompeu de Toledo – o Morumbi –, em 26 de abril de 1998. Sálvio Spínola, ex-árbitro e atual comentarista de arbitragem, explica que a presença de juízes estrangeiros era uma prática da época:


“Era comum, nos anos de 1995 e 1996, a Federação [Paulista] importar árbitros de outros estados e até os principais do mundo para apitar alguns jogos. A informação que se teve na época foi que, realmente, a Portuguesa vetou e não queria nenhum árbitro não só de São Paulo, como também de outros estados.”.

Javier Castilli foi o árbitro em Corinthians 2x2 Portuguesa, pela semifinal do Campeonato Paulista de 1998. Foto: Arquivo

Decisão aos 50 minutos e o lance capital

A atuação de Javier Castrilli foi questionada desde o início, com a expulsão de Marcelinho Carioca do lado corintiano, e de três jogadores da Portuguesa: César, Augusto e Carlinhos. No entanto, o ápice do drama ocorreu aos 50 minutos do segundo tempo: após cruzamento de Silvinho, o então lateral-esquerdo do clube alvinegro, o zagueiro César, da Lusa, interceptou a bola com o peito, mas o árbitro interpretou o lance como infração e assinalou a penalidade máxima. A cobrança garantiu o empate em 2 a 2, resultado que assegurou a vaga do Corinthians na final e deu início a um dos debates mais “quentes” do futebol paulista.


Corinthians 2x2 Portuguesa, partida válida pela Semifinal do Campeonato Paulista de 1998.

Sálvio Spínola, inclusive, reforça que a memória daquele erro de 1998 permanece viva no clube: “O nome de Castrilli era sempre falado, principalmente pelos dirigentes. Chegava no Canindé para apitar qualquer jogo depois [daquela] semifinal de 98 [e] era escutar ainda reclamação do que o Castrilli fez. Hoje também: toda vez que vai falar de Portuguesa e de erro de arbitragem, se fala de Castrilli até nas redes sociais [...]“.

O reencontro em 2026

Diferentemente do cenário de 28 anos atrás, o reencontro decisivo deste domingo contará com a tecnologia do VAR e arbitragem brasileira. A responsabilidade de conduzir a partida no Canindé ficará a cargo de Raphael Claus. Considerado um dos principais nomes da arbitragem nacional, Claus entra em campo com a missão de garantir que o protagonismo da tarde seja exclusivamente dos jogadores, deixando para trás as sombras de 1998.

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