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Futebol Defeitos reaparecem na vitória do Fla sobre o fraco Barcelona-EQU

Defeitos reaparecem na vitória do Fla sobre o fraco Barcelona-EQU

No jogo que deveria ter sido adiado por bom senso, Fla sofre sufoco do lanterna do grupo até o último minuto de jogo

  • Futebol | Eduardo Marini, do R7

Vitória não esconde que Dome ainda tem quase tudo a fazer

Vitória não esconde que Dome ainda tem quase tudo a fazer

Rodrigo Buendia/EFE

Barcelona de Guayaquil, do Equador, um, Flamengo dois, pela quarta rodada do Grupo A, na fase de grupos da Copa Libertadores da América.

Com o resultado neste jogo, que o bom senso mandava que não fosse jogado pelo surto de covid-19 que atingiu sete jogadores e dois integrantes da comissão técnica do Flamengo, o rubro-negro assume a segunda colocação do grupo, sem gol de saldo e com os mesmos nove pontos do líder, o também equatoriano Independiente del Valle, que ainda nesta terça-feira (22) foi goleado por 4 a 1 pelo colombiano Junior Barranquilla.

O Independiente tomou quatro gols nos primeiros quatro jogos da competição e fez doze, cinco deles contra o próprio Flamengo, na humilhante goleada imposta na última quinta-feira (17). Tem oito de saldo. Fla e Del Valle estão marcados para voltar a se encontrar na quarta-feira (30), no Maracanã. O Barcelona segura a lanterna do grupo, sem pontos e com apenas um gol marcado.

Depois do péssimo ambiente gerado pelo saco de gols tomado do Independiente, os sete atletas mandados de volta ao Rio com covid-19 (Vitinho, Matheuzinho, Isla, Filipe Luis, Diego, Michael e Bruno Henrique) e a ameaça de veto do estádio e de cancelamento da partida por causa do surto, a vitória sobre o péssimo time do Barcelona de Guayaquil, um dos piores da história do clube equatoriano, permitiu que o rubro-negro e o catalão Domènec Torrent, respirassem um pouco mais aliviados.

Mesmo considerando a fragilidade do adversário, o Flamengo, fez na média um bom primeiro tempo, apesar de ter caído de produção do final da etapa. A formação foi ligeiramente alterada por Torrent para um um 4-2-3-, com Thiago Maia e Willian Arão de volantes, Gerson caindo pela esquerda, Everton Ribeiro na direita e Arrascaeta trabalhando pelo meio.

Gerson, Pedro e sobretudo Arrascaeta desequilibraram a favor da equipe brasileira na primeira etapa. Dome liberou parcialmente os jogadores de meio-campo e ataque para se aproximarem mais um dos outros. Assim, em alguns momentos foi possível lembrar dos tempos de Jorge Jesus.

No primeiro gol rubro-negro, logo aos cinco minutos da etapa inicial, Gérson fez grande jogada pela esquerda e serviu Pedro, que chutou rasteiro para o gol. No segundo, Pedro fez o pivô no lado direito para Everton Ribeiro, que encontrou Arrascaeta livre na área. O uruguaio tocou na saída do goleiro.

Everton Ribeiro, Pedro e Thiago Maia comemoram gol do Flamengo

Everton Ribeiro, Pedro e Thiago Maia comemoram gol do Flamengo

Rodrigo Buendia/EFE

Mas a queda de rendimento verificada nos minutos finais do primeiro tempo cobrou seu preço na segunda etapa – e o Flamengo conseguiu realizar a façanha de tomar um gol deste péssimo Barcelona de Guayaquil, o segundo da equipe equatoriana na competição.

Logo aos dois minutos, em mais uma falha de posicionamento e “marcação da bola” da defesa rubro-negra. Arroyo passou para Colmán e este para Emmanuel Martínez, que chutou de dentro da área para descontar.

O Flamengo de Dome é um time que se salva (quando se salva) exclusivamente por obra do talento de seus jogadores. Mas totalmente sem cara, estilo e projeto de atuação minimamente definidos. O catalão deixou escorrer pelas mãos praticamente tudo de bom que a equipe tinha sob o comando de JJ e ainda não conseguiu colocar nada de relevante no lugar.

Mais uma vez, o time mostrou nervosismo e desorganização após tomar o gol. E, como ele saiu logo aos dois minutos da segunda etapa, foi um longo sufoco até o final, com falhas rubro-negras e gols perdidos pelo frágil adversário.

Apesar do sofrimento e da perda de várias perdas de gol pelos equatorianos, a última delas com Preciado no 51º e último minuto de jogo, o resultado foi mantido. E a classificação, praticamente garantida.

O resultado não acrescenta, no entanto, muito de esperança em relação à melhoria de desempenho da equipe a ponto de voltar a ser competitivo com os melhores times brasileiros da atualidade.

O Flamengo de hoje é um time absolutamente aleatório e imprevisível. É impossível prever o nível de atuação coletiva que a equipe terá a cada vez que entra em campo. Não dá para ter a mínima ideia sobre se fará uma exibição de gala ou será vítima de um desastre.

Nesta terça-feira (22), Dome se tocou, abandonou em parte o tal esquema posicional, que na versão rubro-negra virou um totó (pebolim) muito distante do tik taka de Guardiola, e deu mais liberdade de movimento aos craques do time. Foi o que salvou na vitória por vantagem mínima.

Mas a competência do catalão, se existe, ainda não apareceu. Terá muito – aliás, todo – trabalho pela frente.

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