De volta ao Palmeiras, Valdivia culpa pai de sheik árabe por confusão em transferência
Jogador garantiu ainda que defenderá o Verdão com mesma motivação de antes
Futebol|Do R7

De volta ao Palmeiras após a transferência para o Al Fujairah (Emirados Árabes Unidos), não ter sido concretizada, o meia Valdivia convocou uma entrevista coletiva para explicar a confusão que marcou o negócio. Segundo o meia, é mentira que houve uma divergência no tamanho da grana a ser paga, conforme afirma o clube gringo:
— Fui recebido por torcedores, dirigentes do clube e imprensa, levado até a cidade da equipe e recebido na sala do sheik. Ele até subiu foto no Facebook falando que estava apresentando o novo camisa 10 do clube. Fiz exames médicos e eles aceitaram o meu pedido de dez dias de férias, que era só para eu me apresentar no dia 5 na Alemanha. Peguei esses dias e, quando voltei, fiquei sabendo que tinha sido cancelado. O motivo era que eu não tinha acertado os valores, mas isso é mentira. Tenho documento com carimbo e assinatura do clube, do sheik.
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Os valores da venda seriam de R$ 16,6 milhões, dos quais aproximadamente R$ 10 milhões iriam para a conta do clube paulista. Valdivia, que alega não ter assinado contrato antes das férias porque os árabes estavam no mês sagrado do Ramadã, tem uma hipótese sobre o que efetivamente aconteceu:
— A pessoa que estava negociando do meu lado disse que o pai do sheik havia tirado o apoio do filho porque era muita grana e que isso poderia ser usado para construir hospitais, escolas. Mas, para o Palmeiras, foi passado que eu não tinha aceitado os valores. Eu desminto isso e já mostrei para o Palmeiras, que me deu razão. Tenho os documentos.
Falando em pai, Valdivia confirmou que seu próprio progenitor não sabia de seu paradeiro:
— Tenho 30 anos. Formei minha própria família e não tenho motivo para sempre avisar o que farei ou não. Não teria motivo para ligar e avisar que eu estava saindo de férias
Reintegrado ao elenco que disputa o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, o jogador afirma já ter conversado com companheiros de elenco e com o técnico Ricardo Gareca. Por isso, garante não ter nenhum clima ruim:
— Não vejo porque tem que ter clima ruim no Palmeiras. Estava tudo certo, não tinha a mínima dúvida que eu não seria mais jogador do Palmeiras, mas agora eu volto com a mesma motivação que sempre tive aqui.
E existe a possibilidade de ser novamente negociado na atual janela de transferência? O jogador reconhece que sim:
— O Palmeiras sempre foi claro em dizer que não tem jogador inegociável. Se chegar proposta, o clube vai analisar e falar comigo, mas a minha cabeça é a mesma. A história mais bonita da minha carreira foi feita aqui e vou continuar honrando essa camisa















