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Futebol De carro e até navio: torcedores encaram maratona para ver a final

De carro e até navio: torcedores encaram maratona para ver a final

Com o preço das passagens aéreas nas alturas, palmeirenses buscaram rotas alternativas para ver a final da Libertadores

  • Futebol | Do R7

Larissa, Antonio e Felipe na capital uruguaia para ver o Palmeiras

Larissa, Antonio e Felipe na capital uruguaia para ver o Palmeiras

Arquivo Pessoal

Assim que o juiz acabou a partida entre Atlético-MG e Palmeiras, válida pela semifinal da Copa Libertadores, disputada há quase dois meses, milhares de palmeirenses começaram a procurar passagens aéreas para Montevidéu, palco da grande decisão contra o Flamengo no sábado (27). E como é de praxe, a alta procura fez os com que os preços subissem nas alturas.

O preço médio de uma passagem com voo direto, ida e volta, de São Paulo para Montevidéu, triplicou e às vésperas do duelo ainda gira em torno de R$ 10 mil.

Com valores exorbitantes, torcedores que queriam assistir à partida de perto tiveram que pensar em rotas alternativas e mais econômicas. Rotas tanto aéreas, quanto terrestres e até fluviais.

Por terra

Alguns torcedores optaram por colocar o carro próprio na estrada, saindo de São Paulo numa viagem de aproximadamente 2 mil quilômetros e quase 25h de duração. Houve casos em que torcedores mandaram seus carros via 'caminhão-cegonha' até Porto Alegre e saíram de lá sentido Montevidéu, reduzindo o tempo no volante para aproximadamente 800 km de viagem.

Muitos optaram pelos ônibus partindo direto de São Paulo. Tanto companhias regulares, quanto as chamadas caravanas, o que fez com que os preços variassem entre R$ 700 e R$ 900.

Mas nenhuma dessas alternativas foi a adotada pelo estudante de medicina Antonio Mutarelli, que reuniu mais dois amigos palmeirenses, também paulistas estudando em Minas, e resolveu dirigir de Belo Horizonte até Punta del Leste.

“Saímos de Belo Horizonte na quarta-feira de madrugada. Foram mais de 2.500 km rodados e pela falta de acomodações em Montevidéu tivemos que nos hospedar em Punta del Leste. A viagem foi tranquila, mas muito cansativa. Agora é descansar pra sábado chegar com as energias renovadas no Centenário”, relatou.

Para viajar de carro e cruzar a fronteira, além de ter os documentos em dia e carteira de habilitação válida, o torcedor que garantir o Seguro Carta Verde, uma autorização para conduzir o veículo próprio nos países vizinhos. Esse seguro custou em torno R$ 100.

Por água

Outros torcedores alviverdes encontraram uma alternativa um tanto quanto diferente. Com os preços dos voos diretos para Montevidéu três vezes mais caros, a saída encontrada pelo também palmeirense Renato Mercadante foi pegar um avião de São Paulo a Buenos Aires, capital da Argentina, e de lá atravessar na balsa que cruza o Rio da Prata. Em menos de quatro horas de barco, desembarcou em Montevidéu.

“Pegamos o BuqueBus (nome do navio) às 7 da manhã de quinta-feira e chegamos em Montevidéu às 10 horas”, disse.

Renato contou que comprou as passagens com antecedência e gastou em torno de R$ 4 mil nos trâmites, incluindo a passagem aérea e o navio.

“Foi muito confortável o navio, uma viagem tranquila. O problema é que tinham muitos flamenguistas”, brincou.

A estimativa divulgada na imprensa uruguaia é que mais de 35 mil brasileiros se desloquem para Montevidéu até sábado. Alternativas, como visto, não faltaram.

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