Futebol Craques europeus passam a gerir carreira após dispensarem agentes

Craques europeus passam a gerir carreira após dispensarem agentes

Kevin de Bruyne, do Manchester City, e Joshua Kimmich, do Bayern de Munique, preferiram gerir os contratos por conta própria

  • Futebol | Eugenio Goussinsky, do R7

Kevin de Bruyne está sem empresário

Kevin de Bruyne está sem empresário

Frederic Sheidemann/EFE/14-04-21

Negociações surpreendentes, jogadores que saem dos clubes sem mais explicações. Muitas vezes, a presença do empresário no futebol influencia até a gestão das equipes no futebol brasileiro. 

Na Europa, isso também ocorre, com uma maior obediência aos contratos, fazendo muitas vezes as cifras serem mais importantes do que um projeto ou o envolvimento com uma equipe.

A profissão é regulamentada pela Fifa e, por outro lado, ajuda a dar respaldo para os jogadores. Quando bem exercida. Neste momento, alguns craques começam a abrir mão deste tipo de auxílio, passando a gerir a própria carreira. São os casos de Kevin de Bruyne, do Manchester City, e Joshua Kimmich, do Bayern de Munique, conforme informou o jornal Bild.

As situações dos dois ídolos retratam com exatidão dois lados que tornam desnecessária a presença de um empresário. No caso de Kimmich, ele tomou a decisão por se considerar capaz de gerir a sua própria carreira, mesmo com todas as atribuições de jogador de uma grande equipe.

"É uma decisão consciente que tomei no ano passado. Decidi por mim mesmo que quero defender ainda mais meus valores e meus pontos de vista e viver de acordo com minha responsabilidade pessoal. Também estou convencido de que sou aquele que melhor pode representar minha posição perante os outros", observou o jogador, que vai dar sequência à negociação para renovar seu contrato com a equipe alemã, cujo término é em 2023.

Já De Bruyne, conforme afirmou o jornal As, se separou de seu representante Patrick De Koster após este ser acusado de lavagem de dinheiro e falsificação de documentos. Neste caso, o motivo seria o prejuízo que os empresários podem trazer à carreira de um jogador, quando o utilizam para os seus próprios interesses.

Experiência própria

Para o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, é importante a presença de um empresário, desde que ele atue com transparência e ética. Após encerrar a carreira, ele atuou por um tempo na profissão, impulsionado por sua experiência em gerir carreiras desde os tempos de jogador.

"Eu nunca tive empresário. Depois, fui ver que ele é necessário para 95% dos jogadores. Os outros 5%, como De Bruyne e Kimmich, têm condições de gerirem sozinhos a carreira, contanto que o empresário seja bom, sério e que vá ajudar. Às vezes tem cada tranqueira que é até pior do que gerir sozinho", observa.

Rinaldi atuou pelo Internacional (1978–1985); São Paulo (1985–1990); Flamengo (1990–1994) e Cerezo Osaka (1995-1999). Foi tetracampeão mundial pela seleção brasileira em 1994. As poucas equipes e as longas permanências apontam mesmo para uma carreira estável, de gestão consistente.

O ex-goleiro revela que, durante a carreira, ajudou muitos companheiros.

"No meu caso, lidei bem com o fato de não ter empresário. Eu mesmo auxiliava companheiros, de maneira informal, nos tempos de jogador. Esse conhecimento me levou a ser empresário por um tempo, depois que parei de atuar", completou Rinaldi.

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