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BRASILEIRO 2022

Corinthians tira cadeira da Arena em manifesto após injúria racial a Carlos Miguel

Clube anunciou campanha permanente de combate ao racismo

Futebol|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Corinthians inicia campanha permanente contra o racismo na Neo Química Arena após injúria racial contra Carlos Miguel.
  • O clube removeu uma cadeira do setor onde ocorreu o incidente, substituindo-a por um adesivo com a mensagem de repúdio ao racismo.
  • Adesivos com QR codes para informações sobre como denunciar discriminação serão espalhados pela arena.
  • O Palmeiras também se manifestou, repudiando o ato e pedindo que as autoridades tomem as providências necessárias.

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Corinthians lança campanha permanente contra racismo José Manuel Idalgo/Agência Corinthians

“Aqui, o racismo não tem lugar. E nunca terá.” Com essa mensagem, o Corinthians anunciou uma campanha permanente de combate ao racismo na Neo Química Arena, após um episódio recente de injúria racial contra o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras.

Como gesto simbólico, o clube decidiu retirar por tempo indeterminado uma cadeira do setor onde ocorreu o caso de racismo. A medida foi adotada após não ser possível identificar o responsável nas arquibancadas.


No lugar do assento, foi instalado um adesivo com a frase “Aqui, o racismo não tem lugar”, além de um QR code que direciona para conteúdos educativos sobre como identificar e denunciar casos de racismo.

Diretor Cultural e de Responsabilidade Social do clube, Rafael Castilho destacou o caráter estrutural da campanha.


“A história do Corinthians é a história do pertencimento e da inclusão. Não é que o principal seja se posicionar para evitar punições desportivas. Nosso posicionamento é muito mais profundo e direto. Somos um clube antirracista. Formado em grande parte por homens e mulheres negros. Jamais seremos coniventes e aceitaremos, nos nossos espaços, que devem ser democráticos e inclusivos, atitudes que venham de encontro com nosso papel histórico.”

A ação também prevê a ampliação de pontos de informação dentro da arena, com QR codes espalhados pelo estádio para orientar torcedores sobre como registrar e denunciar episódios de discriminação.


Para Bruno Brum, CMO da End to End, agência parceira do projeto, a iniciativa busca provocar reflexão para além do ambiente esportivo. “Racismo não é opinião, é injustiça. Combater o racismo é uma escolha diária de enxergar a dignidade de cada pessoa e agir para que o respeito não seja exceção, mas regra. Esse posicionamento do Corinthians ultrapassa o futebol e dialoga com toda a sociedade.”

Racismo no clássico

O caso de racismo envolvendo o goleiro Carlos Miguel ocorreu no dia 22 de abril, durante o empate sem gols entre Corinthians e Palmeiras, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A partida também ficou marcada por uma confusão generalizada na área de acesso aos vestiários após o apito final.


Na ocasião, o Palmeiras se manifestou por meio de nota oficial, repudiando o episódio. “Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas”, informou o clube.

O Corinthians também se posicionou, manifestando solidariedade ao goleiro e reiterando que repudia qualquer ato de racismo ou discriminação. Carlos Miguel defendeu o clube alvinegro entre 2021 e 2024.

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