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Corinthians e Odebrecht são condenados a devolver empréstimo

Decisão da Justiça Federal, que cabe recurso, diz que clube e construtora não apresentaram garantia de devolução de empréstimo de R$ 400 milhões

Futebol|Adalberto Leister Filho, do R7

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Corinthians e Odebrecht foram condenados pela Justiça Federal do RS
Corinthians e Odebrecht foram condenados pela Justiça Federal do RS

Corinthians, Odebrecht, Arena Corinthians e Jorge Fontes Hereda, ex-presidente da CEF (Caixa Econômica Federal) foram condenados a devolverem R$ 400 milhões ao banco estatal em razão de um empréstimo para a construção do estádio.

A decisão, que ainda permite recurso, é da 3ª Vara Federal de Porto Alegre e foi publicada no último dia 5 e divulgada nesta quinta-feira (15).

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Irregularidades no empréstimo

O despacho da juíza Maria Isabel Pezzi Klein destaca que o montante foi destinado a uma empresa privada criada especialmente para receber o empréstimo e com capital social no valor de apenas R$ 1.000. Segundo a decisão, as garantias eram incertas e beneficiou, além do Corinthians, uma construtora contratada sem licitação.

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“Fico aqui me perguntando, como seria possível, no contexto do Direito Público brasileiro, contratar uma obra, injetando nela verbas públicas, sem que tenha havido a fase pré-contratual da licitação, a qual é exigida por qualquer um dos diplomas que regula as contratações com o Poder Público ou contratações que envolvam o aporte de recursos públicos”, afirmou a juíza, no despacho.

Para a juíza, quatro anos depois, não há certeza de que haverá devolução do empréstimo.

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“Ao fim de quatro anos, apenas, pequena parcela do principal foi paga, restando uma imensa dívida impontual, em evidentes prejuízos a CEF. E, é claro, porque estamos falando de recursos públicos federais, a maior prejudicada é, sem dúvida, a União Federal”, comentou, em seu despacho.

Estádios da Copa

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A ação foi proposta pelo advogado Antonio Pani Beiriz, de Porto Alegre, que procurou a Justiça alegando que o negócio era prejudicial ao patrimônio público. Segundo ele, em 2009 foi criada uma linha de crédito no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no valor de R$ 4,8 bilhões para a construção e reforma de estádios para a Copa do Mundo 2014.

Os repasses seriam feitos pelo Banco do Brasil. Segundo ele, 11 projetos foram aprovados, com exceção da Arena Corinthians por falta de garantias. A Caixa, porém, aceitou financiar o projeto, assumindo os riscos do empréstimo, fechado em 2013. Para Beiriz, a decisão foi tomada por influência política, já que foi feita fora do prazo previsto e por um banco que não era o autorizado para esse tipo de transação.

Outro lado

Caixa, Corinthians, Odebrecht, Arena Corinthians e Hereda (presidente da Caixa na época do empréstimo) afirmaram que houve garantia de pagamento. Segundo as empresas e o executivo, a dívida, então de R$ 475 milhões, estaria sendo renegociada com base em receitas futuras. Outra base da defesa é que o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou a transação.

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