Após eliminação dos EUA na Copa, americanos criticam sistema ‘pague para jogar’
Modelo norte-americano exige que famílias desembolsem milhares de dólares para que adolescentes joguem em clubes de elite
Copa do Mundo|Do R7
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A eliminação dos Estados Unidos da Copa do Mundo segue dando o que falar entre torcedores. O país anfitrião perdeu por 4 a 1 para a Bélgica nas oitavas de final, reacendendo o debate sobre a formação de jogadores norte-americanos.
Um dos pontos mais criticados por fãs do esporte é o sistema “pague para jogar”, no qual famílias chegam a desembolsar milhares de dólares para que seus filhos adolescentes atuem em clubes de elite.
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Em matéria publicada nesta sexta-feira (10), o The Athletic, do The New York Times, afirmou que o sistema de pagamento não é o único responsável pela eliminação da seleção, mas faz parte do problema. Segundo o jornal, é preciso ter um certo grau de privilégio para virar um jogador de elite nos EUA, diferentemente de países onde o futebol é praticado por pessoas de todas as classes sociais.
“O termo ‘pay-to-play’ geralmente se refere ao cenário do futebol juvenil nos EUA, em que as famílias precisam pagar para que seus filhos joguem em times amadores. Elas pagam centenas de dólares anualmente para que seus filhos de 6 anos joguem futebol recreativo; milhares de dólares para que seus filhos de 12 anos joguem futebol competitivo em times de viagem; e, em alguns casos extremos, dezenas de milhares de dólares para que seus filhos adolescentes joguem em um clube de elite, talvez visando uma carreira profissional ou uma bolsa de estudos universitária”, explica a matéria.
“Os adolescentes mais talentosos podem ascender às academias dos clubes da Major League Soccer (MLS), onde jogam de graça; mas, para serem notados pela MLS, provavelmente precisam passar por um clube amador que cobra taxas anuais, além de custos adicionais para viagens a torneios de exibição.”
O jornal ainda reforça que os EUA não são o único país onde é preciso pagar para jogar futebol, mas os custos são maiores do que em outros lugares, o que acaba desincentivando possíveis talentos e deixando a seleção atrasada em relação a potências da Europa.
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