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‘Quem esperava que a Argentina sofreria?’, diz Ancelotti ao alertar para a Noruega contra o Brasil

Ele terá pela frente um dos principais atacantes do futebol mundial, Erling Haaland, além do meia Martin Odegaard, com quem trabalhou no Real Madrid

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Coletiva com o técnico italiano Ancelotti, do Brasil, em Nova Jersey Werther Santana/Estadão Conteúdo - 03.07.2026

Carlo Ancelotti citou o sufoco da Argentina, atual campeã mundial, contra Cabo Verde na segunda fase da Copa do Mundo para explicar por que espera dificuldades para a seleção brasileira diante da Noruega neste domingo (5), às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford. Os argentinos só conseguiram a classificação na prorrogação, com vitória por 3 a 2.

“A Copa do Mundo mostra isso. São jogos equilibrados. Quem imaginava que a Argentina sofreria contra Cabo Verde? Ninguém. A Argentina sofreu porque, no futebol moderno, é preciso enfrentar rivais muito bem preparados. Não acho que isso seja um problema da Argentina. Pelo contrário, parabéns a Cabo Verde. Isso ajuda a tornar o futebol ainda mais bonito. É isso que enfrentaremos contra a Noruega”, disse Ancelotti, em entrevista coletiva concedida neste sábado (4), no estádio que receberá a partida.


Pouco antes, o técnico da Noruega, Ståle Solbakken, havia apontado o Brasil como favorito ao confronto, embora tenha afirmado que esse favoritismo seria ainda maior alguns anos atrás.

Ancelotti terá pela frente um dos principais atacantes do futebol mundial, Erling Haaland, além do meia Martin Odegaard, com quem trabalhou no Real Madrid.


“Não preciso explicar como joga o Haaland aos nossos zagueiros. O Gabriel Magalhães o enfrentou várias vezes pelo Arsenal na Premier League, e o Marquinhos também já jogou contra ele. Estamos analisando todas as características dele, porque é um atacante muito perigoso”, afirmou o treinador.

Como de costume, Ancelotti evitou revelar a escalação. A principal dúvida é quem substituirá Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão na coxa esquerda e dificilmente voltará a atuar nesta Copa do Mundo. Embora siga em tratamento e não tenha sido cortado da delegação, sua presença em uma eventual sequência do Brasil é considerada improvável. Gabriel Martinelli é o favorito para assumir a vaga, mas Danilo Santos também aparece como opção.


“As características defensivas do Martinelli não são as mesmas do Danilo. O Martinelli é um jogador mais ofensivo. O Danilo também marca muitos gols. Precisamos colocar jogadores com características diferentes para manter uma boa organização quando a equipe ataca”, explicou Ancelotti.

Para o volante Bruno Guimarães, a escolha do substituto de Paquetá também influencia diretamente sua função em campo. Líder em assistências nesta Copa do Mundo, com quatro passes para gol, ele admite que poderá ter um papel mais defensivo.


“Muda dependendo de quem vai jogar. O mister treinou todas as possibilidades. Não posso comentar muito, mas muda a minha função. Se tiver um jogador mais ofensivo, vou ter um papel diferente. Se for um jogador mais defensivo, também muda. Vai depender de quem o mister optar”, afirmou Guimarães.

A partida será disputada no mesmo palco da estreia brasileira na Copa do Mundo, em 13 de junho, quando a equipe empatou por 1 a 1 com Marrocos e deixou uma impressão abaixo da esperada. Desde então, porém, o time evoluiu, na avaliação do treinador.

“Precisamos melhorar a qualidade com a bola. Comparando com o primeiro jogo, a equipe reduziu os erros na saída e está um pouco mais ajustada na construção das jogadas. Estamos conseguindo jogar mais para a frente”, concluiu Ancelotti.

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