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Grupo identifica sete alertas de possível manipulação em jogos da Copa, diz jornal

Entidade internacional atuou no monitoramento de 104 partidas do Mundial

Copa do Mundo|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Grupo de Copenhague identificou sete alertas de possíveis manipulações durante a Copa do Mundo de 2026, especialmente em mercados de apostas.
  • Casos destacados incluem a expulsão de Themba Zwane, da África do Sul.
  • O relatório também questiona a suspensão anulada do jogador americano Folarin Balogun, solicitando explicações à FIFA.
  • Apesar dos alertas, especialistas afirmam que movimentações incomuns não são provas de manipulação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Folarin Balogun teve suspensão anulada durante a Copa do Mundo Reprodução/Instagram/@balogun

Um organismo internacional especializado no combate à manipulação de resultados esportivos identificou sete alertas relacionados a Copa do Mundo de 2026. As informações foram reveladas pelo The Athletic, do The New York Times, com base em um resumo de um relatório ainda não publicado do Grupo de Copenhague, rede internacional independente dedicada à detecção, prevenção e combate à manipulação de competições.

A entidade atuou no monitoramento de integridade das 104 partidas do Mundial. Fontes com conhecimento do documento afirmaram que sete “alertas amarelos” foram emitidos após a identificação de movimentações consideradas atípicas em mercados de apostas. O Grupo de Copenhague, no entanto, ressalta que esses sinais por si só não constituem prova de manipulação de resultados.


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Entre os casos destacados estão:

  • a expulsão do sul-africano Themba Zwane, aos 84 minutos da partida de abertura contra o México;
  • uma movimentação de US$ 4,8 milhões na plataforma de mercado preditivo Polymarket em apostas de que a Espanha não venceria Cabo Verde — o jogo terminou empatado em 0 a 0 —;
  • a demora de três minutos e meio da equipe do VAR para anular um gol de Ferran Torres na vitória espanhola por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita.

Outro episódio citado envolve o atacante americano Folarin Balogun. De acordo com o relatório, a Polymarket abriu um mercado perguntando se o jogador atuaria contra a Bélgica no mesmo dia em que ele foi expulso diante da Bósnia e Herzegovina, nas oitavas de final.


A Comissão Disciplinar da Fifa só confirmou, três dias depois, que Balogun teria sua suspensão anulada e estaria apto para jogar. Segundo as fontes ouvidas pelo The Athletic, o Grupo de Copenhague observou que nenhum mercado semelhante foi criado para os outros 14 atletas expulsos durante o torneio, cujas punições permaneceram em vigor.

Diante da situação, o Grupo de Copenhague informou ter solicitado oficialmente à Fifa uma explicação sobre o caso Balogun. Procuradas pelo The Athletic, tanto a entidade esportiva quanto a Polymarket não comentaram as conclusões do relatório.


Apesar dos alertas, especialistas ouvidos pelo jornal reiteram que uma movimentação incomum em apostas não representa, por si só, evidência de manipulação de resultados.

Christian Kalb, especialista em regulamentação do setor de apostas e que já colaborou anteriormente com o Grupo de Copenhague, afirmou ao The Athletic que alterações bruscas nas cotações podem ter diversas explicações, incluindo estratégias legítimas de proteção de risco (“hedge”) utilizadas por casas de apostas.


“O principal problema surge quando existe potencial conflito de interesses ou acesso a informações privilegiadas”, afirmou Kalb. Segundo ele, mercados de previsão como Polymarket podem ser utilizados por operadores para equilibrar exposição financeira diante de grandes volumes de apostas em favoritos.

Na terça-feira (21), a Força-Tarefa de Integridade da Fifa divulgou seu próprio balanço afirmando não ter identificado “qualquer atividade suspeita de apostas ou indícios de manipulação de partidas” durante toda a competição.

No entanto, um dia depois, o Grupo de Copenhague informou que os alertas amarelos haviam sido emitidos. Segundo a metodologia, esse nível de classificação indica a existência de sinais que justificam atenção adicional, como oscilações inexplicáveis nas odds, rumores em redes sociais ou informações provenientes de fontes de inteligência. Os casos são classificados em quatro níveis: verde (normal), amarelo (atenção), laranja (alerta elevado) e vermelho (alerta máximo).

O Grupo de Copenhague estima que aproximadamente US$ 240 bilhões foram apostados durante a Copa do Mundo de 2026, cerca do dobro do volume registrado no Mundial do Catar, em 2022.

Ao longo da competição, 15 partidas receberam monitoramento reforçado, especialmente na última rodada da fase de grupos, além da análise de 12 grandes controvérsias sob a ótica dos riscos à integridade esportiva.

Pela primeira vez, o monitoramento incluiu de forma contínua plataformas de mercados preditivos, como a própria Polymarket e Kalshi — esta última parceira oficial da FIFA. Segundo o relatório, esses mercados representam um novo desafio para os órgãos de fiscalização por permitirem apostas sobre uma ampla variedade de eventos, muitas vezes de forma anônima e utilizando métodos de pagamento de difícil rastreamento.

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