Quarentena, isolamento de seleção: ebola afeta preparação de anfitriões da Copa do Mundo
OMS classificou situação na República Democrática do Congo, país que vai enviar sua seleção ao Mundial, como ‘extremamente grave’
Copa do Mundo|Do R7
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A poucas semanas do início da Copa do Mundo, os países-sede passaram a reforçar medidas sanitárias diante do avanço do surto de ebola na República Democrática do Congo. México, Estados Unidos e Canadá anunciaram uma atuação conjunta para evitar riscos de contágio durante o torneio, que será realizado entre os dias 11 de junho e 19 de julho.
As ações envolvem monitoramento epidemiológico em aeroportos, protocolos de isolamento e fiscalização de viajantes vindos de regiões afetadas pelo vírus. O secretário de Saúde do México, David Kershenobich, afirmou que os três governos já trabalham de forma coordenada com autoridades de saúde e turismo.
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“Estamos implementando protocolos de vigilância epidemiológica em coordenação com os Estados Unidos e o Canadá, no contexto fundamentalmente da Copa do Mundo”, disse o secretário.
Como parte das medidas sanitárias adotadas, o governo do Canadá estabeleceu uma quarentena de 21 dias para pessoas que estiveram na República Democrática do Congo.
Já as autoridades dos EUA adotaram a mesma regra em relação à seleção congolesa. A estreia do país será no dia 17 de junho, diante de Portugal, em Houston, no Texas. Depois, a equipe enfrentará a Colômbia, em Guadalajara, no México, e encerrará a fase de grupos contra o Uzbequistão, em Atlanta, na Geórgia.
Além disso, os governos também recomendam que a população evite viagens ao país africano enquanto durar o avanço da doença.
A preocupação aumentou após a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificar a situação no Congo como “extremamente grave”. Dados divulgados pela entidade apontam centenas de mortes e mais de 900 casos suspeitos da doença no país africano.
O atual surto é provocado pela cepa Bundibugyo, que ainda não possui vacina nem tratamento específico aprovado.
Nos bastidores, o avanço da doença também levou governos a discutirem estratégias de contenção para cidadãos expostos ao vírus. Segundo o jornal The New York Times, o governo dos Estados Unidos avalia encaminhar americanos contaminados ou sob risco de infecção para tratamento e observação no Quênia, em vez de levá-los diretamente ao território americano.
Situação em Uganda também preocupa
Além do Congo, outros países africanos também registram casos recentes da doença.
Em Uganda, o aumento recente de infecções voltou a colocar o país em alerta. Com a confirmação de novos pacientes, o número de casos identificados subiu para sete, indicando que o surto segue ativo.
Parte dos contaminados é formada por profissionais de saúde, grupo considerado essencial no combate à doença, mas que também enfrenta maior exposição ao vírus.
Diante da escalada dos casos, a OMS declarou emergência de saúde pública de importância internacional no país.
Segundo o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), além de Uganda e da República Democrática do Congo, dez países do continente também estão em situação de alto risco:
- Sudão do Sul
- Ruanda
- Quênia
- Zâmbia
- República Centro-Africana
- Tanzânia
- Etiópia
- Angola
- Congo
- Burundi
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a situação ainda não apresenta características semelhantes às de uma pandemia global como a Covid-19, mas alertou que os países não devem minimizar o risco de propagação do vírus.
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