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Público da Copa desafia preocupações, e americanos lotam estádios por espetáculo

Estádios apresentam, em média, cerca de 99,6% de ocupação nas partidas disputadas nos Estados Unidos

Copa do Mundo|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Público da Copa do Mundo nos EUA está próximo de bater recordes, apesar de preços altos e restrições de viagem.
  • Estádios nos EUA têm ocupação média de 99,6%, com público total já ultrapassando 2,85 milhões em 44 partidas.
  • A Fifa adotou preços dinâmicos para ingressos, com valores variando conforme a demanda, gerando críticas.
  • Restrições de viagem impostas pelo governo Trump não impediram o comparecimento em massa dos torcedores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vista geral do estádio antes da partida Inglaterra x Gana na Copa do Mundo no Boston Stadium, Foxborough
Especialistas dizem que os norte-americanos gostam de comparecer a espetáculos globais Pilar Olivares/Reuters - 23.06.2026

O público da Copa do Mundo está a caminho de bater recordes, apesar dos preços exorbitantes dos ingressos e das restrições de viagem impostas pelo governo Trump, o que, para especialistas, reflete menos o gosto dos norte-americanos pelo futebol e mais sua paixão pelo espetáculo.

Ao longo de 44 partidas, o público total ultrapassou 2,85 milhões, com os estádios apresentando, em média, cerca de 99,6% de ocupação, de acordo com uma análise da Reuters baseada em dados da Fifa.


“Os norte-americanos gostam de grandes eventos”, disse Dan Rascher, especialista em economia do esporte da Universidade de São Francisco. “Eles querem estar presentes nos grandes momentos.”

Embora a Copa do Mundo deste ano seja maior do que as anteriores — totalizando 104 partidas, contra 64 anteriormente —, o público está a caminho de quebrar o recorde histórico bem antes da 64ª partida deste ano. A marca atual de quase 3,6 milhões de espectadores foi estabelecida em 1994, última vez que os EUA sediaram o evento.


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“Parte disso se deve ao fato de termos esses estádios gigantescos”, disse Victor Matheson, economista e especialista em negócios esportivos da Faculdade de Holy Cross.

Mas os estádios em 2026 também estão mais lotados, em termos proporcionais, do que em praticamente qualquer Copa do Mundo deste século, com a possível exceção da Alemanha em 2006, de acordo com relatórios anuais da Fifa e uma análise de público feita pela Reuters.


Isso mostra que os norte-americanos não gostam de perder espetáculos globais, dizem os especialistas.

O futebol não é tão popular nos EUA quanto em outros países anfitriões recentes, como Brasil e Alemanha, e os preços dos ingressos nunca estiveram tão altos.


A Fifa adotou pela primeira vez um modelo de preços dinâmicos, alterando os valores com base na demanda. Um ingresso de última hora para a partida de quinta-feira entre Paraguai e Austrália, por exemplo, custou US$ 450 (equivalente a R$ 2.340).

O mercado secundário tem apresentado preços ainda mais altos. A TicketData, que acompanha os preços de revenda, informou que a média dos preços mínimos de entrada era de US$ 798 (cerca de R$ 4.149) — o ingresso de revenda mais barato disponível para uma determinada partida.

A Fifa tem enfrentado críticas por causa da estratégia de preços, mas um porta-voz afirmou nesta terça-feira que ela reflete a demanda do mercado e “está alinhada com as tendências do setor... onde o preço é adaptado para otimizar as vendas e o público”.

O porta-voz acrescentou que a Fifa disponibilizou 130 mil ingressos a US$ 60 (equivalente a R$ 312) cada.

A Fifa também foi alvo de críticas por sua decisão, em dezembro passado, de conceder um prêmio da paz ao presidente dos EUA, Donald Trump, um defensor de uma política de imigração linha-dura cujas restrições de viagem dificultaram a possibilidade de haitianos, iranianos, senegaleses e outros viajarem aos EUA para o torneio.

Mesmo que os torcedores nutram ressentimento, isso não os impediu de comparecer.

“O consumidor norte-americano está disposto a pagar pelo que considera um evento esportivo de alto nível”, disse John Grady, professor de gestão esportiva da Universidade da Carolina do Sul.

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