O que os cobradores das seleções classificadas da Copa revelam sobre pênalti perdido pelo Brasil
Haaland, Mbappé, Kane, Messi e CR7 são os batedores das suas equipes; na seleção, a escolha de Bruno Guimarães gerou debate
Copa do Mundo|Thainá Barbosa, do R7*
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A eliminação da seleção brasileira para a Noruega por 2 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, trouxe à tona uma discussão recorrente no futebol: em um jogo decisivo, quem deve ser o responsável por cobrar um pênalti?
Logo aos 13 minutos do primeiro tempo, o Brasil teve a oportunidade de abrir o placar. O volante Bruno Guimarães foi o escolhido para a cobrança, mas acabou parando nas mãos do goleiro Ørjan Nyland. Na sequência da partida, Erling Haaland marcou duas vezes e comandou a classificação norueguesa, encerrando a campanha brasileira no torneio.
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Após a partida, Carlo Ancelotti afirmou que a ordem dos cobradores havia sido definida previamente com base em análises estatísticas da comissão técnica. Apesar disso, muitos esperavam que Vinícius Júnior assumisse a cobrança, a exemplo das principais referências técnicas das seleções classificadas.
Quem bate os pênaltis das seleções que seguem vivas na Copa?
Entre as seleções que seguem na disputa pelo título, há um padrão claro: a responsabilidade pelas cobranças de pênalti geralmente fica com os principais especialistas da equipe ou com a principal referência técnica do time, atletas acostumados a protagonizar grandes atuações por seus clubes e seleções e a chamar a responsabilidade para si nos momentos decisivos. É o caso de nomes como Mbappé, Messi e Cristiano Ronaldo, craques da França, Argentina e Portugal, respectivamente. Confira a lista:
- Marrocos: Achraf Hakimi
- França: Kylian Mbappé
- Estados Unidos: Christian Pulisic
- Bélgica: Romelu Lukaku
- Portugal: Cristiano Ronaldo
- Espanha: Álvaro Morata
- Noruega: Erling Haaland
- Inglaterra: Harry Kane
- Suíça: Granit Xhaka
- Colômbia: James Rodríguez
- Argentina: Lionel Messi
- Egito: Mohamed Salah

A melhor escolha era Bruno Guimarães?
Mais do que o pênalti perdido, a discussão gira em torno da escolha do cobrador. O Brasil apostou em Bruno Guimarães, que tinha apenas três cobranças no último ano (66,7% de aproveitamento), enquanto Vini Jr., principal referência ofensiva da seleção, não assumiu a cobrança.
Entre os jogadores que estavam em campo, Rayan, Martinelli e o próprio Vini registravam aproveitamento superior ao de Bruno nas cobranças de pênalti no mesmo período.

Aproveitamento dos jogadores do Brasil em pênaltis no último ano:
- Bruno Guimarães: 3 pênaltis batidos, 2 convertidos – 66,7% de aproveitamento.
- Éderson Silva: 1 pênalti batido, 1 convertido – 100% de aproveitamento.
- Endrick: 2 pênaltis batidos, 2 convertidos – 100% de aproveitamento.
- Fabinho: 3 pênaltis batidos, 3 convertidos – 100% de aproveitamento.
- Gabriel Martinelli: 1 pênalti batido, 1 convertido – 100% de aproveitamento.
- Igor Thiago: 13 pênaltis batidos, 12 convertidos – 92,3% de aproveitamento.
- Léo Pereira: 3 pênaltis batidos, 2 convertidos – 66,7% de aproveitamento.
- Lucas Paquetá: 5 pênaltis batidos, 4 convertidos – 80% de aproveitamento.
- Neymar: 4 pênaltis batidos, 4 convertidos – 100% de aproveitamento.
- Raphinha: 5 pênaltis batidos, 5 convertidos – 100% de aproveitamento.
- Rayan: 4 pênaltis batidos, 4 convertidos – 100% de aproveitamento.
- Vini Jr.: 7 pênaltis batidos, 5 convertidos – 71,4% de aproveitamento.
Ancelotti e Vini Jr. comentam escolha do cobrador
Após a partida, Carlo Ancelotti explicou por que o camisa 7 não foi o escolhido para cobrar o pênalti.
“Fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli”, explicou Carlo.
Também após a derrota, Vinícius reforçou que a decisão partiu exclusivamente da comissão técnica e negou qualquer recusa em assumir a cobrança.
“O Mister escolhe antes quem vai bater. Ele escolheu o Bruno. Eu nunca fui vaidoso, nunca quis a artilharia da competição, e por isso que bateu o Bruno. Ele batia melhor do que eu, e por isso o Mister escolheu ele. Foi isso. Nunca fugi da responsabilidade”, disse Vini.
O pênalti perdido pelo volante também encerrou uma marca histórica da seleção. O Brasil não desperdiçava uma cobrança no tempo regulamentar de uma Copa do Mundo desde 1986, com Zico.
Sob supervisão de Camila Juliotti*
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