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México X África do Sul: relembre como foi a abertura da Copa do Mundo em 2010

Nesta quinta-feira (11), as seleções se reencontram pela estreia do torneio mundial após 16 anos

Copa do Mundo|Gustavo Guerrero*, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • México e África do Sul se enfrentaram na abertura da Copa do Mundo de 2010, em Joanesburgo, em um jogo marcado por muita emoção e festa.
  • A partida foi histórica por ser a primeira vez que um país africano sediou a Copa do Mundo, com a África do Sul comandada por Carlos Alberto Parreira.
  • A África do Sul abriu o placar com um golaço de Tshabalala, seguido por uma comemoração icônica, mas o México empatou com um gol de Rafa Márquez.
  • O jogo terminou em 1 a 1, dando início a uma Copa memorável; agora, em 2026, as seleções se reencontram para mais uma abertura do mundial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tshabalala e Rafa Márquez protagonizaram um duelo histórico na Copa do Mundo de 2010 Divulgação/FIFA.com; Reprodução/Facebook FIFA

Há exatamente dezesseis anos, México e África do Sul protagonizavam uma das maiores aberturas de todos os tempos da Copa do Mundo. Por ironia do destino, as seleções se reencontram novamente nesta quinta (11) pela estreia do mundial, porém agora em território latino.

Justamente no dia 11 de junho de 2010, as seleções se enfrentaram no Soccer City, estádio localizado em Joanesburgo, na casa da equipe sul-africana. Em um duelo marcado por dancinhas, golaço e muita emoção, o confronto está marcado na história do torneio e é constantemente relembrado pelos fãs de futebol.


Antes de a bola rolar, o clima era de muita festa nas arquibancadas e nos arredores da arena. Isto porque seria a primeira e única vez em toda a história que um país do continente africano sediaria a Copa do Mundo.

Ao lado de França e Uruguai, as seleções faziam parte de um dos grupos mais difíceis de todo o torneio, por isso a partida era considerada de extrema importância para ambos os lados.


De um lado, a África do Sul. Comandada por ninguém mais, ninguém menos que o treinador tetracampeão mundial pelo Brasil, Carlos Alberto Parreira, a seleção sul-africana jogava a favor de sua torcida e prometia muita pressão ao adversário.

Já o México, que tinha um elenco de jogadores experientes como Carlos Vela e Guillermo Franco, via o confronto como uma grande oportunidade de somar três pontos contra o time “mais fraco” do grupo, mesmo jogando contra uma multidão de torcedores.


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1º tempo

Diante de 84.490 pessoas, foi a seleção mexicana quem teve a primeira chance de gol e quase calou o Soccer City logo no primeiro minuto de jogo. Giovani dos Santos, que tem passagem por Barcelona e Tottenham, pegou o rebote do goleiro Khune e só não empurrou para as redes porque o zagueiro chegou a tempo.

Em meio a toda ansiedade por parte dos sul-africanos, o México continuava jogando melhor, com mais troca de passes, domínio e controle do jogo. Após tanto martelar, o país latino chegou a abrir o placar com Carlos Vela, porém foi assinalado impedimento pelo assistente e corretamente anulado.


Ainda assim, a seleção mexicana não parava de criar chances, seja com Vela, seja com Giovani, seja com Franco. Copa famosa pelas vuvuzelas, a torcida da África do Sul começou a empurrar o time com mais força após a cobrança do primeiro escanteio da equipe, cobrado aos 41 minutos de jogo. Após um leve reequilíbrio de volta à partida, o juiz deu ponto final e nada de gols no primeiro tempo.

2º tempo

O início da segunda etapa começou morno, sem pressão de ambos os lados e um jogo muito estudado. O estádio Soccer City, que estava quieto e com pouco barulho, explodiu aos 10 minutos.

Após roubar a bola no campo de defesa, a seleção sul-africana trocou passes rápidos até o meio-campista Kagisho Dikgacoi acionar Tshabalala no contra-ataque com uma bela enfiada rasteira pelo lado esquerdo.

Bem mais rápido do que o defensor, Tshabalala precisou de apenas dois toques para encher o pé e mandar a bola no ângulo do gol mexicano. África do Sul 1 a 0, torcida pulsando nas arquibancadas, vibração no país inteiro.

Para animar ainda mais os fãs, Tshabalala e alguns companheiros protagonizaram uma dancinha na lateral do campo, considerada por muitos como a melhor comemoração da história das copas. A emoção tomou conta do Soccer City: som de vuvuzelas ecoando, público vibrando e uma loucura dentro do estádio.

Tshabalala marcou o gol inaugural da Copa do Mundo em 2010 e comemorou com uma dancinha histórica Divulgação/FIFA.com

Apesar do momento pró-África do Sul, o México não se abalou e passou a pressionar os anfitriões. Entre mudanças táticas e substituições, Rafa Márquez aproveitou o cruzamento de Andrés Guardado e soltou uma bomba indefensável para empatar o confronto aos 34 minutos.

O país se calou e o gol sofrido foi como um balde de água fria. Parreira então mandou todos os jogadores ao ataque e mexeu no time para tentar reacender a torcida sul-africana.

Por pouco a pressão dos mandantes não funcionou. Aos 44 minutos, o camisa 9 Katlego Mphela invadiu a área adversária após um lançamento do próprio goleiro, mas acertou o pé da trave e deixou os torcedores com o grito de gol engasgado na garganta.

Equilibrado do início ao fim, com grandes chances para as duas seleções, o juiz encerrou o duelo no Soccer City. O 1 a 1 marcante entre África do Sul e México deu início a uma Copa do Mundo que entraria para a história.

Desta vez, em 2026, as seleções têm a chance de protagonizar mais uma grande estreia de Copa. O México, anfitrião do torneio ao lado de Estados Unidos e Canadá, recebe a África do Sul nesta quinta (11), para outra abertura do mundial, exatamente dezesseis anos depois.

*Sob supervisão de Camila Juliotti

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