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Irã fora da Copa de 2026: saiba o que acontece quando uma seleção desiste do Mundial

Última vez que países se retiraram do torneio foi em 1950, quando a competição aconteceu no Brasil

Copa do Mundo|Carol Malheiro*, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã anuncia que não disputará a Copa do Mundo de 2026 após a morte do líder iraniano.
  • A FIFA pode ajustar o grupo ou substituir o Irã por outra seleção, como Iraque ou Emirados Árabes Unidos.
  • Decisão é inédita na história moderna da Copa; última retirada ocorreu em 1950.
  • Presidentes da FIFA e dos EUA expressam apoio à participação de todas as seleções no torneio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Seleção do Irã não deve participar da Copa do Mundo, disputada nos EUA West Asia News Agency via Reuters - 10.06.2025

O Ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, declarou, nesta quarta-feira (11), que o país não vai disputar a Copa do Mundo de 2026. A decisão veio após os Estados Unidos, principal país-sede do torneio, matar o líder supremo iraniano Ali Khamenei.

Apesar de ainda não existir uma formalização do pedido de retirada à Fifa, a entidade já se preocupa com as consequências que a saída do Irã pode trazer a competição. E a principal dúvida que fica é: o que acontece quando uma seleção desiste de participar do Mundial?


O que diz o regulamento da Fifa

Segundo o regulamento da Copa do Mundo, em caso de retirada de uma seleção por “força maior”, o cômite organizador decide quais medidas serão tomadas.

“Se alguma Associação Membro Participante se retirar e/ou for excluída da Copa do Mundo de 2026, a Fifa decidirá sobre o assunto a seu critério exclusivo e tomará as ações que forem consideradas necessárias. A Fifa pode decidir substituir a Associação Membro Participante em questão com outra associação.”


O que a Fifa pode fazer?

A Fifa tem duas alternativas imediatas. A primeira delas é ajustar as regras do Grupo G, onde está o Irã, e deixá-lo com apenas três seleções. Os outros classificados são: Egito, Bélgica e Nova Zelândia.

A segunda é substituir o Irã por outra seleção. Nesse caso, duas equipes surgem como favoritas para assumir a vaga: o Iraque e os Emirados Arábes Unidos, as duas seleções que chegaram mais longe nas Eliminatórias da confederação asiática, mas não garantiraram participação no Mundial de forma direta.


O Iraque vai disputar a Repescagem Internacional e ainda tem chances de se classificar, e caso faça isso, a seleção dos Emirados Arábes Unidos herdaria a vaga. Isso abre também a possibilidade de a Fifa aumentar o número de classificados via Repescagem Internacional. Além do Iraque, Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia, Suriname e Congo disputam duas vagas.

Irã pode ser punido com multa milionária

Se for confirmada a não participação do Irã na Copa, o país pode ser punido pelo Cômite Disciplinar da Fifa. Isso porque, o regulamento da instituição prevê que qualquer seleção que desista do Mundial até um mês antes da partida de abertura da competição — que acontece no dia 11 de junho — terá de pagar uma multa milionária. O valor mínimo previsto é de 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão).


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Seleções nunca se retiraram do torneio na Era Moderna

Essa é uma decisão inédita na história moderna da Copa do Mundo, por isso, é difícil comparar cenários anteriores para entender o que a Fifa pode fazer. A última vez que seleções se retiraram do torneio foi em 1950, quando Escócia, Turquia, Índia e França recusaram o convite para o Mundial no Brasil por falta de recursos para a viagem ou para priorizar competições locais.

Outros casos incluem desistências ainda nas Eliminatórias. Para a Copa de 1970, a Coreia do Norte se recusou a jogar as classificatórias contra Israel em uma partida de campo neutro após a Guerra dos Seis Dias.

O próprio Irã foi excluído das Eliminatórias por se recusar a jogar em campo neutro durante a guerra com o Iraque.

Guerra já era considerada empecilho para Copa

A três meses do início da Copa, o conflito entre Estados Unidos e Irã já era motivo de grande preocupação para Fifa. O presidente da entidade, Gianni Infantino, enfatizou que o propósito do Mundial é “unir as pessoas” e que o foco seria que todas as seleções participassem.

Infantino comentou sobre o encontro com Donald Trump, que disse que a seleção do Irã é “naturalmente bem-vinda” para disputar a Copa. O Mundial será sediado nos Estados Unidos, México e Canadá e começará no dia 11 de junho.

*Sob supervisão de Camila Juliotti

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