Copa do Mundo: relembre os camisas 10 que já jogaram pela seleção brasileira
Ao longo dos Mundiais, peça do uniforme se consolidou como símbolo de talento, criatividade e protagonismo
Copa do Mundo|Do R7
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A camisa 10 da seleção brasileira voltou a ser usada por Neymar na Copa do Mundo. O retorno do atacante ao número mais emblemático do futebol brasileiro o coloca novamente ao lado de alguns dos maiores nomes da história da equipe nacional, como Pelé, Zico, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká.
Ao longo das Copas do Mundo, a camisa 10 se consolidou como símbolo de talento, criatividade e protagonismo na seleção. Hoje, a associação entre o número e os grandes jogadores é quase automática, mas nem sempre foi assim.
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Nas primeiras participações do Brasil em Copas do Mundo, os uniformes ainda não tinham numeração. A camisa passou a fazer parte da identidade da equipe apenas a partir da década de 1950, quando o sistema começou a ser adotado oficialmente.
Foi com Pelé, no entanto, que a 10 ganhou projeção mundial. O Rei vestiu o número em quatro Copas e ajudou a transformá-lo em referência do futebol brasileiro. Desde então, a responsabilidade de carregá-la passou de geração em geração, sempre associada aos principais nomes de cada época.
Relembre os jogadores que já vestiram a camisa 10 nas Copas
Jair da Rosa Pinto e Ademir de Menezes (1950)
A Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil, foi a primeira com numeração nos uniformes, mas ainda sem fixação por jogador. A cada partida, os números eram distribuídos entre os titulares.

Assim, tanto Jair da Rosa Pinto, meia de grande técnica e destaque em clubes como Vasco e Palmeiras, quanto Ademir de Menezes, centroavante artilheiro e principal nome ofensivo daquela seleção, chegaram a usar a camisa 10 na campanha que terminou com o vice-campeonato no Maracanã.
Pinga (1954)
Na Copa da Suíça, em 1954, a Fifa passou a exigir numeração fixa. O atacante Pinga, então jogador do Vasco, foi o primeiro brasileiro a vestir oficialmente a camisa 10 de forma contínua em um Mundial. Ele marcou dois gols na competição, mas viu o Brasil ser eliminado nas quartas de final pela Hungria, na histórica “Batalha de Berna”.

Pelé (1958, 1962, 1966 e 1970)
A camisa 10 ganhou dimensão mundial com Pelé. Estreando em Copas em 1958, o atacante assumiu o número e liderou a seleção na conquista do primeiro título mundial. Ele voltou a ser campeão em 1962, embora tenha se lesionado ainda na fase de grupos e ficado fora da reta final.
Em 1966, o Brasil teve campanha precoce e caiu na fase de grupos. Já em 1970, Pelé encerrou sua trajetória em Copas com o tricampeonato no México, consolidando a camisa 10 como símbolo máximo do futebol brasileiro.
Rivellino (1974 e 1978)
Após a era Pelé, o primeiro grande nome a assumir a 10 foi Rivellino. Meia de forte personalidade e técnica refinada, ele já havia sido campeão em 1970 usando a camisa 11, mas passou a vestir a 10 nas Copas de 1974, na Alemanha, e 1978, na Argentina.
Foi o principal articulador de uma Seleção que buscava se reinventar após o fim da geração de ouro.
Zico (1982 e 1986)
Zico assumiu a camisa 10 em duas Copas e se tornou o principal símbolo de uma geração lembrada pelo talento, mas também pela frustração. Em 1982, na Espanha, foi o maestro da equipe de Telê Santana, considerada uma das mais talentosas da história, mas eliminada pela Itália. Em 1986, no México, voltou como principal referência ofensiva, em uma campanha que terminou nas quartas de final contra a França.

Silas (1990)
Na Copa da Itália, em 1990, a camisa 10 ficou com Silas, meia de bom passe e forte presença no São Paulo da época. Em uma Seleção mais defensiva sob o comando de Sebastião Lazaroni, o Brasil caiu nas oitavas de final para a Argentina de Maradona, em uma das campanhas menos lembradas da história recente.
Raí (1994)
No tetracampeonato dos Estados Unidos, Raí começou como camisa 10 e capitão da Seleção. Meia de técnica apurada e liderança, ele perdeu espaço ao longo do torneio, mas fez parte do grupo que conquistou o quarto título mundial do Brasil. A equipe comandada por Carlos Alberto Parreira tinha um estilo mais equilibrado e coletivo, diferente das gerações anteriores.
Rivaldo (1998 e 2002)
Rivaldo foi o camisa 10 em duas Copas distintas e viveu momentos opostos. Em 1998, foi protagonista da campanha que levou o Brasil à final, perdida para a França. Já em 2002, foi peça central do pentacampeonato, formando trio ofensivo com Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho e sendo um dos destaques da campanha vitoriosa na Coreia do Sul e no Japão.
Ronaldinho Gaúcho (2006)
Camisa 11 no penta, Ronaldinho Gaúcho assumiu a 10 na Copa de 2006, na Alemanha, chegando como melhor jogador do mundo. A expectativa era alta, mas o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela França, em uma campanha abaixo do esperado, apesar do talento do elenco.
Kaká (2010)
Na África do Sul, Kaká herdou a camisa 10 em sua segunda Copa. Eleito melhor do mundo em 2007, era o principal articulador da seleção comandada por Dunga. Mesmo como referência técnica, não conseguiu evitar a eliminação nas quartas de final para a Holanda.
Neymar (2014, 2018, 2022 e 2026)
Neymar assumiu a camisa 10 antes da Copa de 2014 e se tornou o principal nome da Seleção nas últimas edições do torneio. Em casa, foi peça-chave até sofrer uma fratura nas costas nas quartas de final contra a Colômbia, desfalcando o Brasil na histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal.

Em 2018 e 2022, foi novamente a principal referência ofensiva, mas o Brasil parou nas quartas de final em ambas as campanhas. Em 2026, ele volta a vestir o número em sua quarta Copa, igualando Pelé em participações com a camisa 10.
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