‘Combinação de forças’: médico explica como meia do Canadá fraturou a perna na Copa
Dr. Marco Aurélio Silvério Neves explicou que a gravidade da lesão depende também da posição do membro
Copa do Mundo|Rodrigo Paulino*, do R7
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O jogador Ismael Koné, da seleção do Canadá, fraturou o tornozelo no jogo de quinta-feira (19), contra o Catar, pela Copa do Mundo, após sofrer uma entrada do meia Madibo.
O meia deixou o campo de maca, foi encaminhado ao hospital e passou por uma cirurgia.
O técnico do Canadá, Jesse Marsch, falou sobre a lesão e afirmou que foi possível ouvir o osso estalando na beira do gramado.
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“Foi na frente do banco. Vi na hora, na frente de todos nós. Escutamos o osso quebrar. Todos ficam baqueados com a lesão”, disse o treinador.
Segundo o Dr. Marco Aurélio Silvério Neves, coordenador do Instituto da Mobilidade do Hospital Moriah, a gravidade de uma lesão “nem sempre depende da intensidade do lance”.
“Quando nós analisamos traumas esportivos, o mais importante não é apenas entender a força do impacto, mas também a posição do membro da perna quando ele acontece”, explicou.
As imagens mostram que o jogador recebeu o contato por trás da perna, enquanto o pé ainda estava apoiado no gramado.
“Nessa situação, a energia do impacto não é dissipada pelo movimento do membro e acaba sendo transferida diretamente para o osso e para as articulações”, disse o doutor. “Isso gera uma combinação de força de torção e de flexão que pode resultar em fraturas importantes.”
Adrenalina e ação médica
Uma das imagens que chamou atenção foi a de Koné sendo carregado pela equipe médica enquanto segurava um objeto verde na altura da boca, aparentemente tranquilo, e acenava para o público, que o aplaudiu.
O médico explica que o jogador ter saído de campo sem dor aparente é um resultado da combinação da adrenalina, liberada pelo organismo em situações de trauma agudo, aliada à ação rápida da equipe médica do local.
“Após a lesão, a equipe médica já entrou em campo, com uma maca, já avaliou a estabilidade do atleta e realizou uma estabilização provisória do membro. Isso já começa a controlar a dor, porque a perna não fica solta. E, pelas imagens, parece que ele já foi medicado com um analgésico inalatório”, informou.
Segundo o doutor, a utilização de analgésicos de ação rápida em eventos esportivos é muito importante para minimizar a dor sentida pelo atleta.
*Sob supervisão de Daniel Fernandes
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