‘Futebol feminino no nosso país precisa de mais valorização’, afirma a atacante Geyse
Jogadora está de volta à seleção brasileira após dois anos longe da Amarelinha
Copa do Mundo Feminina|Do R7, com RECORD NEWS
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De volta à seleção brasileira feminina de futebol após dois anos longe da Amarelinha, a atacante Geyse abriu o coração em entrevista à CBF TV. A jogadora revisitou sua trajetória, marcada por conquistas expressivas, desafios pessoais e superação dentro e fora de campo.
Com carreira consolidada internacionalmente, a jogadora entrou para a história do futebol da América do Norte ao se tornar a única a conquistar a Copa das Campeãs da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) defendendo os clubes Gotham FC, dos Estados Unidos, e América Femenil, do México.

Entre os títulos mais importantes da carreira, a atacante destacou a conquista da UEFA Women’s Champions League pelo Barcelona, na temporada 2022/2023, considerada por ela um divisor de águas em sua evolução profissional e pessoal.
“Acho que essa é a competição mais importante. Como profissional, dentro de campo, eu amadureci muito. Passei por várias fases difíceis, porque algumas pessoas só vivem o futebol e não veem a vida pessoal do atleta. Amadurece como pessoa, como mulher”, afirmou.
Ao olhar para o futuro, Geyse reforçou a necessidade de maior valorização do futebol feminino no Brasil, principalmente com a chegada da Copa do Mundo de 2027 — a primeira da história em solo brasileiro.
“Para ser uma festa linda, precisamos do apoio dos torcedores em todos os jogos, seja o Brasil ou qualquer seleção. Acho que o futebol feminino no nosso país precisa de mais valorização, e 2027 é um momento — não só 2027, começando hoje — para apoiar mais o futebol feminino”, concluiu.
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Apesar dos momentos de glória, Geyse também enfrentou um dos períodos mais difíceis de sua vida com a morte do irmão, situação que abalou sua relação com o futebol. Segundo a jogadora, o luto a afastou emocionalmente do esporte e exigiu um processo gradual de recuperação.
“Foi um dos piores anos da minha vida. [...] Estava sem vontade nenhuma de jogar futebol e falava: “Isso aqui não é mais para mim’”, revelou, ao destacar que o apoio que recebeu dos clubes foi fundamental para retomar a confiança e o prazer em jogar.
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