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BRASILEIRO 2022
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Conheça Yamilla, estrela da seleção argentina que tem Cristiano Ronaldo como ídolo

Jogadora do Palmeiras divide opiniões no país, mas é uma das esperanças do time sul-americano nesta Copa do Mundo

Futebol|Do R7

Yamila Rodríguez: estrela da seleção argentina
Yamila Rodríguez: estrela da seleção argentina Yamila Rodríguez: estrela da seleção argentina

Baixinha, habilidosa, polêmica, veia artilheira e com história no Boca Juniors. Yamila Rodríguez tem todos os traços “maradonianos” necessários para ser o rosto da seleção argentina nesta Copa do Mundo.

Aos 25 anos, a atacante, que desde o início do ano joga pelo Palmeiras, inicia sua trajetória em mundiais com as hermanas nesta segunda-feira (24), às 3h (de Brasília), contra a Itália, em jogo que fecha a primeira rodada do grupo G.

Apesar de ser nome certo entre as 11 titulares do treinador Germán Portanova, e chegar com moral, após ser artilheira da última Copa América, com seis gols, Yamila vive uma relação de amor e ódio com a torcida argentina.

Em um país apaixonado por futebol, que idolatra seus ídolos locais, o apreço dela por Cristiano Ronaldo, principal antagonista de Lionel Messi durante o auge da dupla na Europa, causa indignação em parte da torcida argentina.

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Tatuagem com o rosto de Cristiano Ronaldo na perna direita de Yamila
Tatuagem com o rosto de Cristiano Ronaldo na perna direita de Yamila Tatuagem com o rosto de Cristiano Ronaldo na perna direita de Yamila

A idolatria de Yamilla pelo astro português é tamanha que ela tatuou o rosto de Cristiano em sua perna direita.

Entre as outras homenagens "futebolísticas" desenhadas no corpo, o rosto de Diego Maradona, e um autorretrato da mesma, com a camisa do Boca Juniors, time pelo qual ela defendeu por mais de seis anos, conquistou quatro títulos e é torcedora.

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"Essa mulher jamais poderia ser capitã da seleção", diz uma publicação que viralizou na Argentina nesta semana, após o usuário criticar Yamila, por não seguir Messi no Instagram, enquanto seguia Cristiano Ronaldo e outros fãs clubes destinados ao astro português.

"Eu gosto do [Cristiano] Ronaldo. Não sou anti Messi, porque as pessoas pensam isso, mas é bom esclarecer isso. Eu gosto do Ronaldo e do Maradona. Os dois são os melhores do mundo e da história para mim. Penso que cada um tem seu próprio ídolo, e não vou criticá-lo por isso", disse a jogadora, em entrevista a Directv Sports.

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Apesar do apelo feito pela atacante, seu perfil no Instagram, que conta com 248 mil seguidores, está repleto de comentários machistas e com ofensas contra ela, e até mesmo acusações de ser antipatriótica.

Embora o país sul-americano seja conhecido por seu apreço pelo futebol, a modalidade feminina não desfruta dos mesmos benefícios. A profissionalização das jogadoras ocorreu apenas em 2019, e a prática só foi reconhecida pela AFA, federação de futebol do país, em 1991, há pouco mais de 30 anos.

Yamila em ação pelo Palmeiras
Yamila em ação pelo Palmeiras Yamila em ação pelo Palmeiras

No Brasil desde o início do ano, quando foi contratada pelo Palmeiras, Yamila vem tendo um início tímido com a camisa alviverde. São apenas três gols em 20 participações, a maioria delas, vinda do banco.

Heloíse, Maria Eduarda e Juliana, da página Central Palmeiras Feminino, acreditam que a diferença técnica entre o futebol brasileiro, mais consolidado, com o argentino, que é recém-profissional, pesa para que ela sinta o nível mais competitivo das partidas.

"O futebol brasileiro está em um momento diferente do futebol argentino, mesmo a profissionalização das atletas aconteceu antes aqui. Assim como as brasileiras que vão jogar na Europa, as argentinas que chegam ao Brasil podem sentir as diferenças técnicas e físicas. Se a Yamila tivesse um planejamento específico de treinamento para diminuir essas diferenças, com certeza seria titular no Palmeiras, já que habilidade ela tem", opinam.

Após ficar de fora por lesão no último mundial, em 2019, Yamila e as demais companheiras chegam a Copa com uma missão: conseguir uma inédita vitória. Em suas três participações anteriores, a Argentina foi eliminada todas às vezes na fase de grupos.

Inspirada em Maradona, que na Copa de 1986 carregou a seleção argentina com os pés (e mão) ao bicampeonato mundial, Yamila sabe da responsabilidade em ter sucesso vestindo a camiseta azul e branca, que representa 40 milhões de torcedores. Apesar das críticas, vem dela a chance de tempos melhores para o país no mundial feminino. 

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