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BRASILEIRO 2022

Confiança, treino de fundamentos e conversas reerguem Deyverson no Palmeiras

Futebol|Do R7

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Os dois gols feitos por Deyverson neste domingo, nos 3 a 0 do Palmeiras sobre o Vitória, em Salvador, começaram a ser preparados pela equipe longe do estádio do Barradão. O trabalho diário do técnico Luiz Felipe Scolari e dos seus auxiliares em resgatar o atacante o transformou de alvo de piadas em símbolo de regularidade do time no Campeonato Brasileiro.

Até então criticado pela torcida e sem ter marcado em partidas oficiais na temporada, Deyverson tem agora três gols nos últimos dois jogos pelo Brasileirão. Em Salvador, ele marcou em um chute de fora da área e de cabeça. O terceiro do time foi de Dudu, no segundo tempo.


"O Deyverson é um trabalho a ser feito não só por mim, como pelos auxiliares. Todos os dias em determinados momentos corrigimos alguns posicionamentos e finalizações. A gente se predispõe a mostrar o que pode ser feito", disse Felipão. "O Deyverson é um jogador que falta em qualquer time", completou.

O técnico citou como exemplo do trabalho com Deyverson o lance do primeiro gol. O atacante chutou de perna direita, fundamento pouco explorado anteriormente e trabalhado repetidamente nos últimos dias na Academia de Futebol.


O reserva de Miguel Borja havia marcado na última semana na vitória sobre o Vasco, quando na comemoração fez gestos de desculpas para a torcida pelas atuações ruins. Deyverson disse em Salvador que a chegada de Felipão foi fundamental para que evoluísse. "Todos os treinadores que passaram pelo Palmeiras me deram oportunidade de jogar. Mas o Felipão veio com outra característica", comentou.

Felipão explicou que o trabalho realizado com Deyverson tem se baseado principalmente em passar confiança. Para o treinador, nenhum resultado viria se o próprio jogador não aceitasse o auxílio. "Ajudamos o atleta se ele quiser. A partir disso ele assume e tenta crescer", disse.

A defesa passou mais uma partida invicta. Agora o clube soma sete jogos consecutivos sem levar gol, marca obtida pela última vez em 1992. O último gol sofrido foi na derrota para o Fluminense, no último jogo do técnico Roger Machado no cargo.

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