Com Maria da Penha, Atlético-MG dá guinada contra machismo
No clássico contra Cruzeiro, às vésperas do Dia da Mulher, nova diretoria faz ação sobre 'Ligue 180' e se posiciona no combate à violência contra mulher
Futebol|Guilherme Padin, do R7

O Atlético-MG perdeu o clássico de Minas Gerais contra o Cruzeiro neste domingo (4), às vésperas do Dia Internacional da Mulher, no Estádio Independência. Para o clube, porém, a derrota foi apenas dentro de campo.
Antes da partida, o Galo levou Maria da Penha, símbolo do combate à violência contra a mulher e ao machismo, para divulgar o ‘Ligue 180’.
O disque-denúncia que integra a rede nacional de enfrentamento à violência contra a mulher.
Em contato com a reportagem do R7, Domenico Bhering, diretor de comunicação do Atlético, falou sobre a ação e as novas diretrizes do clube, presidido por Sérgio Sette Câmara desde dezembro.
“É uma intenção da nova diretoria, que quer usar a força que o clube tem para atuar a favor de questões sociais. Nosso objetivo principal era a divulgação do Ligue 180, como prestação de serviço à sociedade”, contou Bhering. “A ideia foi levar alguém como ela (Maria da Penha), uma presença simbólica, ao estádio para dar mais força à campanha. Tivemos um retorno muito bom com os torcedores.”
Rival do Atlético, o Cruzeiro tem protagonizado campanhas com cunho social, como no Dia da Mulher em 2017, e no combate da violência contra a mulher, no Carnaval deste ano. Sobre o posicionamento da Raposa, Domenico acredita que “não só o Cruzeiro como todos os clubes devem se posicionar. O futebol tem um público muito grande e pode ser aproveitado nesse sentido. Mas deve haver o cuidado para não fazer por fazer, para que não seja apenas para aparecer.
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Caso Robinho
Há pouco mais de três meses, o atacante Robinho, próximo do fim de seu contrato com o Galo, foi condenado a nove anos de prisão por violência sexual a uma jovem albanesa de 22 anos, em 2013, na Itália, quando ainda defendia o Milan. O clube, na ocasião, não se pronunciou sobre o ocorrido. Bhering explica: “Era uma outra diretoria. E, no entendimento dela, era caso pessoal pessoal do jogador, e o Robinho estava no fim do seu vínculo com o clube. Preferimos não interferir.”
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