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Clubes fazem reunião na FPF após veto às bets e buscam diálogo com o governo

Clubes paulistas discutem alternativas após medida do governo que determina o fim dos patrocínios de casas de apostas no futebol

Futebol|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Clubes paulistas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro realizaram reunião emergencial na FPF para discutir o veto às casas de apostas após MP assinada pelo presidente Lula.
  • Representantes de clubes como Corinthians, Palmeiras e Santos buscam minimizar o impacto financeiro da proibição, já que as bets são patrocinadoras principais.
  • Os clubes defendem diálogo com o Governo Federal, que planeja reunir representantes de clubes e da CBF para discutir a MP.
  • As casas de apostas têm até 5 de outubro para retirar publicidade, com o Congresso tendo 120 dias para decidir sobre a conversão do veto em lei definitiva.

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Fachada da Federação Paulista de Futebol, em São Paulo
Fachada da Federação Paulista de Futebol, em São Paulo Rogério Galasse/Estadão Conteúdo

Clubes de São Paulo das Séries A e B do Campeonato Brasileiro convocaram uma reunião de emergência nesta segunda-feira, 28, para debater o veto às bets após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar MP (Medida Provisória) que restringe a atuação das casas de aposta. O encontro acontece na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol), na zona oeste da capital.

Representantes de Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Red Bull Bragantino, Mirassol, Novorizontino, São Bernardo, Botafogo de Ribeirão Preto e Ponte Preta vão discutir maneiras de minimizar o impacto financeiro causado pela proibição às bets, principal patrocinadora de grande parte dos clubes. A FPF é responsável por conduzir as conversas entre as agremiações e foi uma das articuladoras do manifesto contra a proibição às casas de aposta, divulgado na última quinta-feira.

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Os clubes defendem um diálogo com Brasília para tratar do tema. O Governo Federal planeja reunir representantes de clubes de futebol e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para discutir os impactos da MP. A tendência é de que a reunião seja realizada nesta terça-feira, 29, mas ainda não há confirmação por parte do Ministério do Esporte.

Após a assinatura da MP, as casas de apostas que atuam no país têm até às 23h59 do dia 5 de outubro, um dia após o primeiro turno das eleições, para retirar qualquer tipo de publicidade, incluindo os patrocínios aos clubes de futebol. Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou que apostadores terão até esta mesma data e horário para resgatar saldo nos sites de jogos.

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O Congresso Nacional tem até 120 dias para analisar o tema e decidir se o veto será convertido em lei definitiva.

As casas de apostas despejaram mais de R$ 1 bilhão aos clubes em 2025 nos contratos de patrocínio. Patrocinadores do ramo representam 7,9% das receitas de faturamento dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, conforme os balanços financeiros de 2025. Eles atuam como patrocínios máster de 14 das 20 equipes da competição. As exceções são Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Internacional, Mirassol e Red Bull Bragantino.

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Considerando os valores de 2025, os aportes somaram R$ 1,14 bilhão. Os 20 times bateram R$ 14,9 bilhões em faturamento, com endividamento chegando a R$ 14,3 bilhões. As duas principais competições da CBF, o Brasileirão e a Copa do Brasil, são patrocinadas pela Betano, inclusive com naming rights. Além disso, as marcas também pagam por espaços de publicidade à beira do gramado e inserções durante transmissões televisivas.

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