City e PSG punidos por falta de 'fair play financeiro'
Futebol|Do R7
A Uefa condenou o Manchester City e o Paris Saint-Germain a uma multa de 60 milhões de euros cada por desrespeito às normas do 'fair play financeiro', além de limitar a 21 o número de jogadores inscritos por cada equipe na próxima edição da Liga dos Campeões.
Normalmente, os clubes podem inscrever 25 atletas para a competição continental.
Dos 60 milhões de euros de multa, 40 serão devolvidos se ambos "cumprirem as medidas operacionais e financeiras ditadas pela câmara de instrução da Instância de Controle Financeiro (ICFC)" da Uefa, informou a entidade que rege o futebol europeu.
A limitação de jogadores inscritos na Champions também pode ser "progressivamente levantada" caso os clubes consigam "alcançar o equilíbrio financeiro".
Para respeitar as normas do "fair play financeiro" da Uefa, os clubes europeus não podiam, durante as temporadas 2011-2012 e 2012-2013, ter gastos superiores a 45 milhões de euros a mais do que suas arrecadações, salvo algumas exceções.
A Uefa também revelou o nome de outros sete clubes que não cumpriram essas regras: três da Turquia (Buraspor, Galatasaray e Trabzonspor), outros três da Rússia (Rubin Kazan, Anzhi Makhachkala e Zenit São Peterburgo) e um da Bulgária (Levski Sofia).
City e PSG conquistaram os títulos nacionais nesta temporada e montaram elencos milionários graças aos investimentos dos seus proprietários, ambos do mundo árabe.
O clube de Manchester foi comprado pelo xeque Mansur, de Abu Dhabi, em setembro de 2009, enquanto o time parisiense pertence ao fundo de investimentos QSI, do Catar, desde agosto de 2011.
"Nossa ambição de nos transformarmos em uma das melhores marcas do esporte não está sendo em nada abalada por estas medidas", reagiu o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaïfi, em um comunicado.
"Continuaremos investindo para manter uma equipe altamente competitiva, reformar o nosso estádio e desenvolver as infraestruturas do centro de treinamento, isso sem deixar de ser, como é o caso hoje, um clube sem dívidas", acrescentou.
Al-Khelaïfi também salientou que lamentava o fato de o "contrato de parceira com a Qatar Tourism Authority (QTA) não ter sido levado em conta pela totalidade do seu valor".
Este contrato foi avaliado em 200 milhões de euros pelo clube da capital, mas o ICFC considerou, de acordo com fontes próximas ao caso, que este montante chegava apenas a 100 milhões, o que explicaria o motivo do PSG estar desrespeitando as normas do fair-play financeiro.
Já o City se comprometeu a não ter um deficit de mais de 60 milhões de euros na próxima janela de transferências. Ou seja, não poderá gastar mais de 60 milhões a mais do que vendeu em contratações.
A folha salarial do clube não poderá chegar a um valor maior do que na última temporada.
Em 2012, quando os 'Citizens' conquistaram o primeiro título inglês da 'era Mansur', os gastos em contratações foram avaliados em um bilhão de euros em quatro anos.
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