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Vasco recebe a seleção de refugiados em São Januário

Clube prestou homenagem a Moïse Kabagambe, congolês assassinado no Rio, e lançou manifesto contra racismo e xenofobia

Campeonato Carioca|Do Live Futebol BR

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Familiares de Moise Kabagambe com representantes da prefeitura do Rio de Janeiro em São Januário
Familiares de Moise Kabagambe com representantes da prefeitura do Rio de Janeiro em São Januário

O Vasco entra em campo pelo Cariocão neste domingo (20) somente às 18h30, quando encara o Angra Audax no Estádio Raulino de Oliveira. Mas a bola também rolou no gramado de São Januário nesta tarde, durante evento em prol dos imigrantes refugiados.

A partida foi entre a seleção de imigrantes refugiados e uma seleção de brasileiros. O evento foi uma parceria entre a Secretaria Especial de Cidadania (SECID) e a Prefeitura do Rio de Janeiro.


O clube cruzmaltino também recebeu a família de Moïse Kabagambe, o jovem congolês que foi brutalmente assassinado no início do mês de fevereiro em um quiosque no bairro da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Os familiares de Moïse fizeram o Tour da Colina, onde conheceram toda a trajetória do clube e a luta histórica contra o racismo e o preconceito.

Seleção de imigrantes refugiados antes do amistoso
Seleção de imigrantes refugiados antes do amistoso

O jogo amistoso teve como finalidade dar visibilidade à Copa dos Refugiados e Imigrantes, que começa no dia 4 de agosto. Este evento tem chancela das agências da ONU e reúne refugiados e imigrantes, incentivando seu protagonismo em oficinas e torneios de futebol.


Os participantes representam inicialmente seus países de origem e, posteriormente, o Estado e/ou país de acolhimento.

Na ocasião, o Vasco aproveitou para lançar um manifesto em defesa dos imigrantes e refugiados onde lembrou de suas origens e reafirmou solidariedade "com todas as vítimas de racismo e xenofobia".


"Criado em 1898, o Vasco era tido como um clube de colônia – com orgulho", diz trecho do manifesto. "Casos como os de Moïse Kabagambe calam fundo na alma dos vascaínos e são ilustrativos das condições enfrentadas por pessoas que desejam oportunidades de vidas melhores e mais seguras", continuou o clube.

"Se o esporte é um espaço de mudança da sociedade, o combate ao racismo e à xenofobia devem estar entre as prioridades de um clube que se orgulha de seu histórico de responsabilidades diante do mundo que o cerca", completou.

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