Campeonato Carioca 'Gabigol deveria ficar em quarentena', diz infectologista

'Gabigol deveria ficar em quarentena', diz infectologista

O médico Edimilson Migowski afirmou que essa seria a melhor alternativa para não colocar equipe do Flamengo em risco

Lance
Segundo infectologista, Gabigol deveria ficar em quarentena após ser flagrado em cassino

Segundo infectologista, Gabigol deveria ficar em quarentena após ser flagrado em cassino

Divulgação/Polícia Civil

Atacante do Flamengo, Gabriel Barbosa, o Gabigol, foi flagrado em uma aglomeração de cerca de 200 pessoas em um cassino clandestino em São Paulo neste domingo. O atleta, contudo, se apresentou ao clube para a temporada de 2021 nesta segunda-feira (15).

O médico e Professor Doutor em doenças infecciosas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) Edmilson Migowski avaliou quais as medidas que podem ser tomadas para diminuir os perigos de contágio para o resto do elenco.

Eu creio que, em uma situação como essa onde o jogador frequenta um ambiente com grande circulação do vírus sem a devida proteção, ele deveria ficar, a princípio, em quarentena, em observação, até mesmo fora das aglomerações e do próprio grupo de atletas, sob a pena de outros atletas pegarem a doença a partir dele - explicou o infectologista.

- A situação na cidade de São Paulo nesse momento é bastante crítica. Nós sabemos que é muito elevada a circulação do vírus que causa Covid-19, portanto as aglomerações devem ser sim totalmente desestimuladas. Principalmente quando você aglomera sem o devido cuidado, sem o uso da máscara, higienização das mãos, e aí o risco aumenta - disse Migowski.

O professor enfatizou que qualquer aglomeração sem seguir as normas de proteção, como máscara e o distanciamento, tem o risco de disseminar a doença. Migowski também destacou que o clube não poderia ter fiscalizado ao comportamento de Gabigol durante suas férias.

- É complicado né, é livre-arbítrio. O atleta de férias pode fazer o que quiser. Agora, o problema é que ele acaba colocando em risco o restante do plantel. Até porque a atividade futebolística é uma atividade que não tem como fazer com máscara, com grande distanciamento, ou seja, é uma situação que coloca em risco os demais colegas da mesma equipe - concluiu o médico.

Gabigol já falou sobre o caso e disse que, além de não ter o costume de frequentar cassinos, "faltou sensibilidade de sua parte". O atleta foi conduzido à delegacia de Polícia e o delegado que conduziu a operação afirmou que o atacante foi "arrogante".

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