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BRASILEIRO 2022

Brasileiro quer romper rótulo de 'time azarão' na Liga dos Campeões

Qarabag, do Azerbaijão, é candidato a saco de pancadas da competição

Futebol|André Ruoco, do R7*

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Pedro Henrique é a esperança do Qarabag na Liga dos Campeões
Pedro Henrique é a esperança do Qarabag na Liga dos Campeões

O grupo da morte da Liga dos Campeões tem três gigantes europeus: Chelsea, Roma e Atlético de Madri, que deverão lutar ponto a ponto pela vaga nas oitavas de final. O último integrante da chave não ostenta o mesmo prestígio dos demais. O Qarabag, do Azerbaijão, tem a missão de se impor diante do rótulo já imposto de “saco de pancadas”. Para ajudar nessa difícil empreitada, um brasileiro foi contratado para vestir a camisa 10. Pedro Henrique, atacante ex-Caxias, deixou o Brasil com apenas 21 anos para se tornar um andarilho da bola e agora brilhar na maior competição de clubes do mundo.

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Antes de chegar ao modesto Qarabag, Pedro Henrique passou por Zurich-SUI, Rennes-FRA e Paok-GRE, clube que ainda detém os direitos federativos do atleta. Ele revela ter ficado surpreso com a oferta da equipe azerbaijana. 

"Foi uma grande surpresa. Eu já havia acompanhado os playoffs da Liga dos Campeões e vi que o Qarabag foi uma surpresa, passou por todas as eliminatórias e tirou o Copenhague, da Dinamarca, nos playoffs", contou.


Pedro Henrique se sentiu valorizado no Qarabag
Pedro Henrique se sentiu valorizado no Qarabag

Pedro Henrique chegou cheio de moral ao Azerbaijão, recebendo até a camisa 10. O gestou deixou o brasileiro ainda mais motivado para brilhar com a camisa do Qarabag.

"Fiquei muito contente. Joguei com a 10 no Zurich também. Mas, independentemente do número, sempre busco fazer o melhor no campo. Porém, com certeza jogar com a 10 é um privilégio muito grande", disse.


O início do Qarabag na fase de grupos da Liga dos Campeões não foi dos melhores. Em partida disputada em Londres, na Inglaterra, a equipe foi goleada por 6 a 0. O que torna o futuro do time na competição ainda mais complicado.

Nesta quarta-feira (27), o time fará a sua primeira partida em casa na fase de grupos da Liga dos Campeões. E o adversário será a Roma, outra forte equipe do continenteu europeu. Apesar do início ruim, ele aposta que o time ainda poderá surpreender no torneio.


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"Caímos em um grupo muito forte. Todos os adversários são de alto nível e a ideia é surpreender. A equipe tem um bom grupo, bons jogadores e experiência em competições europeias, já jogou a Liga Europa alguns anos seguidos. Contra o Chelsea tivemos desfalques, precisamos improvisar e até mudamos o esquema para tentar jogar no esquema que o Chelsea joga", disse. 

"Acredito que com a Roma, em casa, vai ser diferente. Vamos tentar impor nosso ritmo e jogar um pouco no campo deles. Teremos a torcida a nosso favor, em um estádio novo em Baku, com 68 mil lugares. A expectativa é muito grande para esse jogo", completou.

Além da Roma e do Chelsea, o Qarabag ainda terá o Atlético de Madri pela frente nesta fase da Liga dos Campeões. O clube espanhol nunca conquistou o torneio, mas tem feito boas campanhas nos últimos anos e tem tudo para chegar longe novamente.

Comemoração polêmica na Grécia

Pedro Henrique ainda aproveitou a entrevista para revelar uma história curiosa da sua passagem no futebol internacional. Quando marcou seu primeiro gol pelo Paok, da Grécia, comemorou cheio de estilo, imitando Conor McGregor, grande astro do UFC na atualidade.

Pedro Henrique ainda é muito querido na Grécia
Pedro Henrique ainda é muito querido na Grécia

O que ele não contava era com a repercussão negativa em cima da comemoração. Rapidamente, torcedores do time grego afirmaram que o seu gesto fazia apologia ao nazismo.

Pedro conta que o clube até precisou emitir nota oficial explicando o mal entendido e que tudo não havia passado de uma brincadeira por parte do brasileiro.

"Como tudo hoje em dia corre rápido pela internet, durante o jogo mesmo postaram coisas. O clube emitiu uma nota depois e eu expliquei que não fazia parte desse tipo de coisa, que fiz por conta de uma brincadeira, por dizerem no vestiário que eu era parecido com o lutador. Então foi tudo bem explicado depois, rapidamente, para não espalhar aquela história ruim. Seguiu tudo normalmente depois", lembrou

Apesar do episódio, o atacante fala do torcedor grego com muito carinho e até relaciona os fanáticos do Paok com os do Corinthians, fazendo um comparativo com o futebol nacional.

"Foi tudo maravilhoso, a gente ganhou a Copa e fiz o gol na final. O torcedor lá é muito fanático. Eu brincava com meus amigos que parece o Corinthians, por ser preto e branco e por ter um torcedor bem caloroso. Eu não tinha planos de sair, mas aconteceu tudo muito rápido no final da janela, porque a gente bobeou na entrada da Liga Europa e caiu fora nos playoffs", exagerou.

Saída precoce do Brasil

Pedro Henrique deixou o Brasil com apenas 21 anos. Após defender o Caxias, foi vendido ao Zurich, da Suíça, e revela não ter se arrependido da decisão tomada no início da carreira.

Atleta está sempre próximo da mulher e da filha
Atleta está sempre próximo da mulher e da filha

"Não me arrependo. Foi uma oportunidade boa na época. Consegui fazer bons jogos e minha transferência para o Zurich foi uma surpresa. Não esperava no momento, mas confesso que foi uma surpresa e fiquei muito feliz de ter feito essa escolha."

O início do atacante na Suíça foi bastante "gelado", com direito a partida pelo campeonato local sendo disputada sob graduação negativa. Além disso, ele ainda revela que contou com o auxílio da sua mulher para se adaptar na Europa. 

"No começo estava muito frio na Suíça. Na minha primeira partida estava -12 graus. Mas já cheguei jogando como titular e isso foi muito importante. Aos poucos, peguei confiança e fiquei feliz de ter ido para lá. Na época, levei minha namorada que hoje é minha mulher. Ela foi uma pessoa que me ajudou bastante", disse.

Inspiração no início da carreira

Natural da cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, Pedro Henrique também revela qual foi sua grande inspiração no início da carreira.

"Quando era criança, o Grêmio estava muito bem, com Paulo Nunes e Jardel. E me inspirei muito no Paulo Nunes. Tinha um cabelo parecido com o dele quando criança", contou.

No Azerbaijão, ele tentará manter o estilo, sempre com muita velocidade para dessa forma conseguir levar o Qarabag a um período de glórias na sua história.

*colaborou Pedro Rubens Santos, estagiário do R7

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