Brasil não ajuda o FBI a investigar dirigentes de futebol acusados de corrupção
Recurso impede que MPF repasse informações solicitadas sobre dirigentes ligados à CBF
Futebol|Do R7

Dois anos depois da deflagração da maior operação contra a corrupção no futebol mundial, que colocou a CBF no centro de um escândalo, o Brasil ainda não pode cooperar com a Justiça dos Estados Unidos na troca de dados sobre os suspeitos. Um recurso impede o Ministério Público Federal de repassar aos norte-americanos informações solicitadas sobre dirigentes ligados à CBFcomo José Maria Marin, Marco Polo del Nero e Ricardo Teixeira.
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No próximo dia 27, o caso completará dois anos. Dos mais de 40 dirigentes e empresários indiciados pelo desvio de mais de US$ 200 milhões (R$ 622 milhões), apenas cinco dos que estão detidos se recusam a admitir culpa, entre eles José Maria Marin.
Os investigadores norte-americanos já fecharam acordos de cooperação com quase uma dezena de governos, diversos deles latino-americanos. Mas uma decisão judicial no Brasil impediu a cooperação com os Estados Unidos, o que freou iniciativas do Ministério Público de confiscar recursos ou enviar aos norte-americanos documentos relativos aos três dirigentes. Uma juíza no Rio proibiu a troca de informações e determinou que apenas as mais altas instâncias do País poderiam dar sinal verde.
O Ministério Público Federal recorreu. Em março, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deu razão ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizou a cooperação. Mas agora um novo recurso precisará ser julgado, já que a defesa entrou com um agravo. O caso deverá se arrastar por mais alguns meses e uma Corte Especial do STJ decidirá.
Longe dos holofotes desde antes mesmo da realização da Copa 2014, Ricardo Teixeira foi visto nesta semana nas redes sociais. O ex-mandachuva do futebol brasileiro apareceu bastante magro ao lado do magnata indiano Lalit Modi, que esteve no Rio aparente...
Longe dos holofotes desde antes mesmo da realização da Copa 2014, Ricardo Teixeira foi visto nesta semana nas redes sociais. O ex-mandachuva do futebol brasileiro apareceu bastante magro ao lado do magnata indiano Lalit Modi, que esteve no Rio aparentemente para apresentar parcerias à CBF. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o indiano, com negócios na liga indiana de críquete, estaria interessado em trabalhar na internacionalização do futebol brasileiro. A CBF, no entanto, nega contato com o polêmico cartola e disse que foi “uma visita de cortesia para conhecer a CBF”. Apesar do sucesso do críquete na Índia, dos milhares de seguidores nas redes sociais, Modi é acusado de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e recebimento de propina na venda dos direitos de transmissão do esporte mais popular daquele país EsportesR7 agora também no YouTube. Inscreva-se




















