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Bloqueio das contas da Fictor afeta patrocínio ao Palmeiras? Entenda

Holding financeira paga R$ 25 milhões para exibir sua marca nas costas do time principal

Futebol|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Fictor, patrocinadora do Palmeiras, está enfrentando problemas financeiros com bloqueio cautelar em suas contas.
  • Em contrato, a Fictor paga R$ 25 milhões anualmente ao clube, com possibilidade de chegar a R$ 30 milhões por metas atingidas.
  • O acordo de patrocínio inclui naming rights da Copa Fictor, torneio sub-17 do Palmeiras.
  • Apesar da situação, o clube confirmou que os pagamentos do patrocínio estão em dia até o momento.

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Palmeiras fatura, por ano, pouco mais de R$ 150 milhões com patrocínios Cesar Greco/Palmeiras

Patrocinadora do Palmeiras desde o ano passado, a Fictor tem atrasado pagamentos aos seus investidores e sofreu nesta sexta-feira (30) bloqueio cautelar em suas contas por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

No entanto, por enquanto, as parcelas referentes ao contrato de patrocínio da empresa com o Palmeiras estão em dia, segundo informou o clube à reportagem.


A Fictor paga anualmente R$ 25 milhões ao Palmeiras para exibir sua marca nas costas do time principal (masculino e feminino) e na propriedade máster e costas dos uniformes das categorias de base. O valor pode alcançar R$ 30 milhões, a depender de bônus por metas atingidas.

O acordo de três anos também envolve os naming rights de um torneio sub-17 organizado pelo clube paulista, que passou a se chamar Copa Fictor e foi conquistado pelo Palmeiras na última quinta-feira.


Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor tentou comprar o Banco Master por R$ 3 bilhões, às vésperas da liquidação da instituição pelo Banco Central e da prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Master.

A holding financeira chegou a anunciar que o acordo para a aquisição do Master envolvia um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos — que seriam, segundo ela, responsáveis por mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão. Mas o anúncio nunca deixou claro quem seriam exatamente esses investidores. O Master foi liquidado pelo Banco Central no dia seguinte ao anúncio do acordo.


A Fictor tinha como sócios principais Rafael Góis, Rafael Paixão e Phillippe Rubini — atualmente, apenas Góis permanece na sociedade. Da camisa do Palmeiras a prédios de apartamentos no Rio de Janeiro, passando pelo atletismo brasileiro, a holding fundada em 2007 atua nos setores financeiro, de infraestrutura, energia e de negociação de alimentos. Em 2024, o grupo teve faturamento de R$ 3,5 bilhões.

O time masculino profissional do Palmeiras tem outros cinco patrocinadores e fatura, anualmente, pouco mais de R$ 150 milhões em valores fixos com patrocínios.

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