Bicho gordo: elenco do Juventus come mais de 200 esfihas para celebrar acesso
Depois de subir para a Segunda Divisão do Paulista, clube almeja vaga na Copa do Brasil
Futebol|Vinícius Bacelar, do R7

Depois de ficar conhecido pelos tradicionais canolis (doces italianos), o Juventus da Mooca, time da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, parte para outra especialidade culinária.
Se nos clubes da elite do futebol brasileiro, o prêmio por vitória ou objetivo alcançado, o popular bicho, geralmente é uma quantia gorda em dinheiro, a coisa é um tanto diferente na equipe da zona leste de São Paulo. Os jogadores ganharam esfihas para comemorar o acesso à A-2.
O acordo entre o clube e a Esfiha Juventus, uma das patrocinadoras da equipe, rendeu 206 salgados na tarde desta quinta-feira (18) para celebrar o feito.
“Meu pai se reuniu com a diretoria. Ficou decidido que daríamos um almoço caso o objetivo fosse alcançado”, afirmou Larissa Abrahão, filha de Celso Abrahão, dono do restaurante.
Durante os duelos da Terceira Divisão do Paulista, a casa chegou a oferecer 80 esfihas para o melhor atleta de cada jogo do Juventus.
Destaque na campanha do acesso, o ex-corintiano Gil ganhou 140 salgados ao ser eleito duas vezes o melhor da partida.
Na primeira oportunidade, Gil marcou quatro gols contra a Francana e recebeu 60 esfihas. Na época, a premiação era de só 30 salgados, mas o restaurante e a Web Rádio Mooca, veículo que transmite todos os confrontos juventinos, resolveram dobrar o prêmio por causa do excelente desempenho do atacante.
Com o sucesso do time e do “bicho gordo”, o agrado passou a ser maior: 80 esfihas para o destaque de cada jogo.
GIL, O REI DA MOOCA
Responsável direto pelo acesso com oito gols marcados na Série A-3 do Paulista, o atacante Gil não ficou apenas na degustação de esfihas.
O ex-corintiano também ditou o ritmo do comércio na Mooca, ganhou camisa personalizada e um canto especial da torcida juventina.
Marcado por ter dito a célebre frase: “Vale tudo, só não vale dar o c...”, após ganhar o Campeonato Mineiro com o Cruzeiro em 2006, o jogador recebeu uma homenagem nas arquibancadas do Estádio da Rua Javari. “A, e, i, o, u. Aqui na Javari, só não vale dar o c...É o Gil”.
Apesar dos boatos sobre uma possível transferência, o atleta se reapresentou com o restante do elenco. Por enquanto, ele faz tratamento no Departamento Médico.















