Futebol Barcelona tem histórico de finais tensos com ídolos de fora

Barcelona tem histórico de finais tensos com ídolos de fora

Desde Di Stéfano, que chegou a jogar amistosos, até a iminente saída de Messi, várias passagens gloriosas terminaram de forma decepcionante

  • Futebol | Eugenio Goussinsky, do R7

Barça ergueu estátua de Kubala em frente a estádio

Barça ergueu estátua de Kubala em frente a estádio

Alejandro Garcia/EFE/28-08-20

Os três maiores ídolos argentinos no futebol já vestiram a camisa do Barcelona: Di Stéfano, Maradona e Messi.

A possível saída de Messi, que nesta semana tornou público seu desejo de se desligar do clube, se somará à de vários outros ídolos de fora do país, incluindo Di Stéfano e Maradona, que deixaram o Barça em meio a turbulências.

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O jornal As lembrou de alguns, citando Ladislao Kubala, Johan Cruyff, Schuster, Maradona, Ronaldo, Laudrup, Romário, Figo, Neymar e agora também Luís Suárez.

Alfredo Di Stéfano, jogou dois amistosos pelo Barcelona nos anos 50, antes de se transferir para o Real Madrid, em 1953.

O clube madrilhenho negociou com a equipe onde Di Stéfano atuava, o Millionarios da Colômbia. Já o Barça acertou com o River Plate, para onde ele obrigatoriamente iria voltar.

No fim, o Barça acabou desistindo da contratação, que foi o ponto de partida para a rivalidade entre as duas mais famosas equipes espanholas. E Di Stéfano foi o primeiro ídolo a decepcionar a torcida catalã.

Naquele tempo, o craque do Barcelona era o húngaro Ladislao Kubala. Tendo iniciado no Barça em 1951, ele acabou se tornando técnico de uma maneira um tanto forçada.

O clube considerou que sua condição física não era a mesma e lhe deu o cargo de treinador. Após uma campanha irregular, foi demitido em 1963. Irritado, foi para o rival Espanyol e lá voltou a ser jogador.

Cruyff foi outro que, após brilhar como meia, acabou se decepcionando como técnico, função pela qual também se destacou no clube levando o Barcelona a quatro títulos espanhóis seguidos e à sua primeira conquista da Champions, em 1992.

Nem por isso o então presidente Josep Lluís Nuñez (falecido em 2018) poupou Cruyff de uma desagradável demissão no fim da temporada 1995-1996, quando a atual estrutura tática dos times do Barcelona começou a se desenvolver. A saída de Cruyff deixou o clube dividido, em sequelas que perduram até hoje.

Nos anos 80, Maradona chegou como um salvador. Ficou por duas temporadas e teve problemas clínicos: por causa de uma hepatite, ficou três meses fora.

Depois, após uma entrada forte de Andoni Goikoetxea, do Athletic Bilbao, então campeão espanhol, ficou mais 106 dias sem jogar, com o tornozelo fraturado.

Pouco tempo depois de retornar, em nova partida contra o Athletic, protagonizou uma confusão generalizada ao acertar um chute no rosto do goleiro adversário. Deixou o clube após proposta do Napoli e se queixou de que pouco fizeram para mantê-lo no elenco.

O craque alemão Bernd Schuster também colecionou glórias pelo clube e saiu de forma tensa, após oito anos.

Schuster chegou em 1980, conquistou títulos, mas, com um temperamento tão difícil quanto o do presidente Núñez, acabou afastado pelo dirigente na temporada 1986-1987. Retornou para jogar mais uma temporada mas, já sem o mesmo clima, foi para o Real Madrid, onde atuou entre 1988 e 1990.

Nos anos 90, o dinamarquês Michel Laudrup também foi para o Real Madrid. O mesmo fez o ídolo Luis Figo. Ronaldo Fenômeno, por sua vez, teve ótima temporada em 1996-1997, quando terminou como artilheiro do espanhol.

Mas, segundo a mídia local, acabou indo de forma surpreendente para a Internazionale, contrariado pelo fato de não ter recebido um reajuste.

Romário também fez sucesso e acabou se desligando do Barcelona. Chegou em 1993 e saiu em 1995, após ter sido campeão e artilheiro do espanhol e campeão mundial pela seleção brasileira.

Cruyff, que sempre exigia a presença do craque nos treinos, o chamou de "Gênio da grande área". Mas, apostando em um projeto de retorno ao Brasil, Romário acabou se transferindo para o Flamengo.

Em 2017, Neymar também deixou o clube, para ir jogar no PSG. Para piorar o relacionamento entre o craque e a entidade catalã, o Barcelona enrou na Justiça exigindo que Neymar devolvesse 43,6 milhões de euros relativos ao bônus de renovação contratual, antes de o brasileiro ter se transferido para o PSG.

A mais recente saída turbulenta do Barça foi a de Suárez, segundo a mídia local. Depois de seis anos de dedicação e gols, ele teria sido dispensado por telefone, em conversa de dois minutos o que irritou Messi e se tornou mais um motivo para que o craque argentino divulgasse sua intenção de deixar o clube.

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