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Árbitro usa vídeo da transmissão e expulsa nove por confusão em Atletiba sem VAR

Briga generalizada tomou conta da Arena da Baixada após confusão que envolveu Terans, do Furacão, e Márcio Silva, do Coxa

Futebol|

O árbitro José Mendonça da Silva Júnior precisou recorrer às imagens da transmissão para punir os envolvidos na confusão generalizada que tomou o gramado da Arena da Baixada neste domingo (5), durante a disputa do clássico entre Athletico-PR e Coritiba. Como o Campeonato Paranaense não utiliza o VAR, as expulsões foram registradas na súmula após Mendonça e a equipe de arbitragem analisarem as imagens depois do apito final.

A súmula, publicada apenas à 0h45 desta segunda-feira (6), determina as expulsões dos atleticanos Thiago Heleno, Pedro Henrique, Christian, Pedrinho e Terans. Pelo Coritiba, Fabrício Daniel, Alef Manga e Márcio Silva foram os jogadores punidos. O treinador António Oliveira, do Coritiba, também recebeu vermelho.

Atletiba deste domingo (5) terminou com briga generalizada na Arena da Baixada
Atletiba deste domingo (5) terminou com briga generalizada na Arena da Baixada Atletiba deste domingo (5) terminou com briga generalizada na Arena da Baixada

A pancadaria começou nos acréscimos do segundo tempo, quando o jogo estava empatado em 1 a 1, com um desentendimento entre Marcio Silva e Terans, que trocaram empurrões. "Com a bola fora de jogo, este atleta passa a mão na nuca do seu adversário de número 10 (Miguel David Terans Perez) de forma provocativa e isso desencadeia um desentendimento entre ambos. Ato contínuo desfere um tapa atingindo-o na nuca. Relato que não foi possível apresentar o cartão vermelho devido a animosidade do momento", escreveu o árbitro ao justificar a expulsão de Silva.

O goleiro coritibano Gabriel e o meia atleticano Cuello tentaram separar a briga, mas Alef Manga se juntou à confusão dando uma cotovelada nas costas de Terans e revoltou jogadores rivais, que o atingiram de diversas maneiras. "O senhor Alef Mangueira Severino Pereira corre em direção a ambos e atinge com um empurrão e socos seu adversário de número 10. Necessitou ser contido por companheiros e seguranças".

Terans revidou com um soco, pouco antes de Thiago Heleno dar um soco ainda mais forte e derrubar Manga no chão. "O referido atleta chegou de forma violenta desferindo um soco atingindo o rosto de seu adversário de número 11 (Alef Mangueira Severino Pereira) durante o tumulto generalizado. Na sequência ele tenta atingir este mesmo adversário mais uma vez com um soco."

A súmula também identificou agressões de Pedro Henrique, Christian e Pedrinho contra Alef Manga. Outro jogador punido foi Fabrício Daniel, do Coritiba, que trocou socos com Pedro Henrique quando o tumulto generalizado foi retomado. Paulo Turra foi expulso por reclamar da arbitragem, e António Oliveira por colocar o dedo em riste e dizer ao árbitro: "Isso é tudo culpa de vocês, os erros de vocês causaram tudo isso", conforme relatado na súmula.

O documento também relata a invasão de gramado de um torcedor do Athletico que desferiu um pontapé e atingiu Marcão, goleiro reserva do time coxa-branca. Diante do cenário hostil, o árbitro José Mendonça da Silva Junior resolveu encerrar a partida por falta de segurança.

"Informo que suspendi a partida após consultar o chefe do policiamento e este me informar que não havia garantia de segurança para a continuidade. Capitão da Polícia Militar do Estado do Paraná, Sr. Erlinton José Medeiros de Barros (Capitão Barros). Após essa informação comuniquei aos capitães de ambas as equipes que a partida estava suspensa por falta de segurança. Ressalto que o início da confusão generalizada ocorreu aos 51'50" do segundo tempo e e a partida se encerraria aos 52' conforme os acréscimos de 7'. Comunico ainda que utilizei as imagens da transmissão para identificar os infratores", escreveu.

O clássico foi disputado com torcida única, pois torcedores dos dois clubes se enfrentaram e protagonizaram grande confusão um ano atrás, no Couto Pereira, em jogo do Paranaense de 2022. O episódio chegou a render perdas de mando de campo nos dois primeiros jogos do Estadual deste ano para ambos, mas o TJD reverteu as penas e determinou que fosse permitida apenas a entrada de mulheres e crianças. Cumprida a pena, os clubes voltaram a receber os torcedores homens em seus estádios.

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