Após 27 anos, Champions pode ter final sem brasileiros; veja cenários
Combinações nas semifinais podem encerrar longa presença de atletas do país na decisão europeia
Futebol|Do R7
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A Champions League pode registrar um cenário inédito no século: uma final sem jogadores brasileiros. A possibilidade depende diretamente dos resultados das semifinais, que envolvem Atlético de Madri, Arsenal, Bayern de Munique e Paris Saint-Germain, e pode encerrar uma sequência de 27 anos com presença de atletas do Brasil na decisão do torneio.
Para que a final marcada para o dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria, não tenha brasileiros nem em campo nem no banco de reservas, é necessário que Atlético de Madri e Bayern de Munique avancem à decisão. Essa combinação eliminaria automaticamente os clubes que contam com jogadores brasileiros em seus elencos.
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No confronto decisivo entre Atlético de Madri e Arsenal, nesta terça-feira (5), o time espanhol precisa vencer fora de casa após empate no primeiro jogo. O adversário inglês conta com três brasileiros: Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus. Assim, caso o Atlético conquiste a vaga, elimina uma das possibilidades de presença brasileira na final.
Já na outra semifinal, na quarta-feira (6), o Bayern de Munique precisa reverter a derrota por 5 a 4 sofrida diante do Paris Saint-Germain. Para avançar diretamente, os alemães precisam vencer por pelo menos dois gols de diferença. Uma vitória simples leva a decisão para a prorrogação e, eventualmente, para os pênaltis. Se conseguir a classificação, o Bayern eliminará um elenco que conta com brasileiros.
O PSG possui três atletas do Brasil: o zagueiro Marquinhos, provável titular e capitão, além de Lucas Beraldo e o goleiro Renato Marin, que ainda pode optar pela seleção brasileira no futuro. A eliminação do clube francês é, portanto, condição indispensável para o cenário sem brasileiros.
Caso qualquer um dos dois clubes com brasileiros avance à final, a sequência histórica será mantida. Isso porque bastaria a presença de um jogador apto a defender a seleção brasileira, seja titular ou reserva, para evitar a marca inédita.
O Atlético de Madri, por exemplo, não conta atualmente com brasileiros em seu elenco principal. O volante Johnny Cardoso, apesar de ter origem brasileira e formação no país, optou por defender os Estados Unidos, o que o impede de ser considerado brasileiro para fins oficiais nas competições. O último atleta do Brasil no clube foi Samuel Lino, que deixou a equipe em julho passado.
Situação semelhante ocorre no Bayern de Munique, que não tem representantes brasileiros no elenco principal desde a saída de Philippe Coutinho, em 2020. O jovem Maycon Cardozo, de 17 anos, chegou a atuar no Campeonato Alemão, mas pertence às categorias de base e não está inscrito na Champions League.
A possível ausência na final representaria a primeira vez desde a temporada 1998/99 que a decisão não teria brasileiros. Naquela ocasião, Manchester United e Bayern de Munique disputaram o título sem jogadores do país em campo. O atacante Élber, então no clube alemão, participou da campanha no campeonato, mas estava lesionado na decisão.
Para encontrar uma final completamente sem brasileiros nos elencos, é preciso voltar ainda mais no tempo, até 1994/95, quando Ajax e Milan protagonizaram a decisão sem atletas do país do futebol em seus plantéis.
Desde então, a presença brasileira se tornou praticamente constante. Os últimos 20 campeões da Champions contaram com algum jogador do Brasil em suas campanhas, consolidando uma tradição que pode ser interrompida nesta edição.
Outro dado relevante é que o último campeão que não utilizou atletas brasileiros ao longo do torneio foi o Liverpool, na temporada 2004/05, considerado um caso isolado dentro de um período de domínio técnico com participação canarinha.
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