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Andrés diz que Haddad mentiu sobre incentivos ao Itaquerão

Presidente do Corinthians e deputado afirmou em novembro de 2017 que desconhecia pedido de dinheiro para que promotor retirasse ação contra CIDs

Futebol|André Avelar, do R7

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Andrés reconhece que ação prejudica venda de naming rights do Itaquerão
Andrés reconhece que ação prejudica venda de naming rights do Itaquerão

Presidente do Corinthians e deputado federal pelo PT, Andrés Sanchez acusou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad de mentir sobre suposto caso de corrupção envolvendo o Itaquerão, na zona leste da capital paulista. A acusação feita na Procuradoria-Geral de Justiça aconteceu em novembro de 2017.

Em depoimento, Andrés disse na condição de testemunha no procedimento investigatório que nunca esteve como o promotor Marcelo Milani, tampouco ouviu dele um pedido de R$ 1 milhão para retirar uma ação sobre a juridicialidade dos CIDs (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento) à arena.


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“Ele [o prefeito] é tão mentiroso que no último ano de mandato dele, tinha quatrocentos e quarenta milhões e pouco de CID e ele tirou do orçamento. Deixou só R$ 10 milhões. Então, se eu for vender hoje R$ 20 milhões de CID, independente da briga judicial, ninguém pode comprar porque só está no orçamento R$ 10 milhões porque ele tirou R$ 430 milhões”, disse Andrés, em depoimento.


Andrés reconhece que a ação de Milani tem atrapalhada na negociação dos títulos do Itaquerão. Ainda segundo ele, em reunião com o então prefeito, o secretário de Finanças Marcos Cruz sugeriu, “se em tom de brincadeira ou não”, que a Prefeitura poderia recomprar os títulos desde que tivesse algum desconto.

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Em contato com o R7, o ex-prefeito, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que “as acusações do deputado estão se tornando repetitivas e inócuas. Como a questão está judicializada, o ex-prefeito prefere não comentar o caso.”


O Corinthians arcaria com R$ 400 milhões e receberia R$ 420 milhões em títulos para venda ou quitação de tributos municipais para a construção do estádio. O local, que desde então tenta vender os namingh rights a empresas, foi o palco da abertura e de outros cinco jogos da Copa do Mundo de 2014.

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