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BRASILEIRO 2022

Amadorismo e maus investimentos afundam Santos em dívidas milionárias

Baixa arrecadação e gastos com jogadores complicam o orçamento do time na temporada

Futebol|Francisco Valle, do R7

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Leandro Damião ainda não justificou os R$ 42 milhões que custou
Leandro Damião ainda não justificou os R$ 42 milhões que custou

O Santos passou de campeão da Libertadores para o time que deve salários em pouco mais de três anos. As consequências da falta de transparência na venda de Neymar e da administração conturbada já surtem efeito.

O clube tem cerca de R$ 120 milhões em dívidas, atrasos de dois meses nos direitos de imagem dos jogadores e de um mês nos salários. Atletas e funcionários da TV Santos deixam de viajar com o elenco para economizar. Com um estádio de capacidade reduzida e sem um patrocínio principal na camisa, fica a dúvida se há perspectivas de melhora no rendimento financeiro do Santos já nas próximas temporadas.


Membros da oposição na próxima eleição do clube, em 6 de dezembro deste ano, Modesto Roma Júnior e Orlando Rollo apostam na melhor qualidade do futebol para alavancar as contas. Modesto, que já é oficialmente candidato à presidência, acredita que o DNA do Santos dentro de campo é dar espetáculo e só assim o time voltará a faturar.

— A arrecadação passa por um bom time de futebol. A nossa missão é que o Santos dê espetáculo e ele não vem fazendo isso. O Damião não foi uma boa escolha, outros jogadores não foram boas escolhas, o Santos não tem espaço para errar e quando erra paga o preço.


O que impede o time de dar espetáculo, segundo o dirigente, apoiado pelo ex-presidente Marcelo Teixeira, é a falta de experiência dos atuais diretores.

— Temos que ter pessoas experientes na gestão. Tem que ter a experiência de comandar o clube. Sei que não é fácil e apostar em pessoas inexperientes pode levar a isso.


Veja quanto cada time grande do País deve

Orlando Rollo ainda espera por definição que acontece no próximo dia 18 para saber se concorrerá à presidência pela chapa Terceira Via. Para ele, o alto investimento feito na atual temporada em jogadores que não deram retorno complicou a situação do clube.


— São gastos fora de contextos aceitáveis. Não existiu parâmetro administrativo nenhum.

A falta de habilidade da diretoria é o principal erro na visão de Rollo, que acredita que pouco vai mudar caso não se troque a presidência.

— Não muda nada, essa política é viciada e são sempre os mesmos grupos de pessoas. Ele até são santistas fervorosos, mas não sabem administrar.

Vila Belmiro

Uma das principais causas da baixa arrecadação do Santos é a pequena capacidade da Vila Belmiro e a falta de interesse da torcida pelos jogos do time. O maior público atuando no estádio em 2014 foi de pouco mais de 12 mil pagantes, com renda de aproximadamente R$ 330 mil. O valor é muito inferior ao dos rivais. O Corinthians, com a nova arena, tem arrecadado média de R$ 2,5 milhões por partida. O São Paulo é dono de um estádio para mais de 60 mil torcedores, e o Palmeiras está prestes a estrear o Allianz Parque.

Para aumentar o interesse dos santistas pelo clube e conseguir levar mais torcedores ao estádio, Modesto Júnior confia na grandeza da torcida do Santos e quer jogos nas arenas da Copa por todo o País. Já Rollo diz que o clube perdeu a receita que vinha das arquibancadas e sugere um projeto de modernização da Vila Belmiro para conquistar novamente a atração do público.

Procurados por telefone, dirigentes e assessores do Santos não atenderam as ligações.

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