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BRASILEIRO 2022
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Aguirre: 'Não sou pressionado por taça, mas por Lugano, Raí e Rocha'

O R7 falou com exclusividade com Diego Aguirre, líder do Brasileiro, que aceitou comandar um time em crise: 'Era impossível recusar o São Paulo' 

Futebol|Carla Canteras, do R7

Diego Aguirre comemora gol no Campeonato Brasileiro contra o Fluminense
Diego Aguirre comemora gol no Campeonato Brasileiro contra o Fluminense Diego Aguirre comemora gol no Campeonato Brasileiro contra o Fluminense

Antes de começar o Campeonato Brasileiro, se você perguntasse para qualquer fã de futebol: você acha que o São Paulo vai brigar por título em 2018? Provavelmente, ele diria que não.

Mas, no dia 11 de março, Raí, executivo de futebol do clube, convidou Diego Aguirre para ser o treinador no lugar de Dorival Júnior. O uruguaio aceitou a proposta e acertou o Tricolor.

Em entrevista exclusiva ao R7, o técnico não admite que é o único motivo do sucesso são-paulino. "Não sou eu. Se não fossem os jogadores eu não seria nada."

Aguirre tem a missão de fazer o São Paulo voltar a conquistar o campeonato nacional. O jejum de títulos é de 10 anos. Neste período, o Tricolor conquistou só a Copa Sul-Americana em 2012.

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O uruguaio afirmou que não se sente pressionado para conquistar um título e sim em retribuir a confiança que os homens do futebol do clube depositaram nele.

"Me sinto pressionado e quero ganhar porque tem muita gente que acreditou em mim quando foi me buscar em um momento difícil. Falo do presidente, do Raí, do Diego Lugano e do Ricardo Rocha."

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Quando Raí assumiu o futebol do São Paulo, montou uma equipe com outros ídolos são-paulinos. Diego Lugano é superintendente de Relações Institucionais do clube e Ricardo Rocha coordena o futebol do São Paulo, com um trabalho mais focado no dia-a-dia do time.

Em 2017, na 27ª rodada do Brasileirão, o Tricolor brigava contra o rebaixamento. Em um ano a história mudou. O São Paulo ficou 19 rodadas no G4 e oito na liderança da competição.

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Leia a entrevista completa de Diego Aguirre ao R7.

No começo do ano, poucas pessoas imaginariam que São Paulo pudesse brigar por títulos em 2018. O que tem do Aguirre nesse time?

Não tem somente uma razão ou um motivo para tudo o que está acontecendo. O São Paulo encontrou um caminho. Não sou só eu. É impossível não compartilhar com todos. Se não fossem os jogadores eu não seria nada.

Quais os principais motivos da atual fase do São Paulo?

Talvez eu tenha chegado no momento certo e comecei um trabalho que nós acreditávamos. Os jogadores gostaram e viram uma possibilidade de dar certo. São Paulo é um time grande e não estou surpreso com o que está acontecendo. Os times grandes às vezes têm um estalo, uma coisinha que faz acordar e resgatar a história deles.

Você está em um time grande que não ganha um Brasileiro há dez anos. Você se sente pressionado com a falta de títulos?

Não me sinto pressionado por isso. Me sinto pressionado e quero ganhar porque tem muita gente que acreditou em mim quando foi me buscar em um momento difícil. Falo do presidente, do Raí, do Diego Lugano e do Ricardo Rocha. Enfim, de toda a estrutura de futebol do time. Eles que me trouxeram para cá. A minha primeira responsabilidade é com eles. Quero retribuir toda a confiança que eles deram para mim.

Diego Aguirre jogou no São Paulo em 1990
Diego Aguirre jogou no São Paulo em 1990 Diego Aguirre jogou no São Paulo em 1990

Por que você aceitou voltar ao Brasil, mesmo depois de duas experiências ruins no Internacional (sete meses) e no Atlético-MG (cinco meses)?

Porque eu sou muito cabeça-dura. Eu gosto da experiência competitiva do futebol brasileiro. Sei que é difícil, que tem muita cobrança e que algumas vezes quem toma as decisões têm alguma ignorância. Mas senti que era uma nova oportunidade e tinha que aproveitar. Como treinador de futebol é impossível dizer não para o São Paulo.

Você se imaginava como treinador do São Paulo e que chegaria em um momento ruim do clube?

Aconteceram coisas na minha vida que eu sentia que um dia seria treinador do São Paulo. Joguei e fui treinador no Peñarol e no Internacional. Fui jogador aqui e agora treinador.

Você pode ser o segundo estrangeiro a ser campeão no Brasil, depois de quase 60 anos. O primeiro foi o argentino Carlos

Volante, em 1959, campeão da Taça Brasil com o Bahia. O torcedor brasileiro tem uma certa desconfiança com estrangeiros. O que você acha disso?

Não me sinto estrangeiro aqui. Sou uruguaio, mas não sinto resistência aqui. Sou treinador e a vida de treinadores é difícil no Brasil para brasileiros e estrangeiros.

Você já sofreu algum tipo de preconceito no Brasil?

Não posso falar nada disso. Não fui mandado embora porque era estrangeiro. Aconteceu como acontece em quase todas as rodadas que mandam treinadores brasileiros embora. Sou de fora, mas já conheço as idiossincrasias e a cultura do futebol brasileiro.

Hudson voltou de empréstimo do Cruzeiro em 2018
Hudson voltou de empréstimo do Cruzeiro em 2018 Hudson voltou de empréstimo do Cruzeiro em 2018

No time titular do São Paulo o jogador mais novo é o zagueiro Arboleda com 26 anos. Qual é importância de ter jogadores mais experientes?

Quase todo o time é mais velho. Não para dá falar em um ou dois. Isso é bom porque todos sabem a importância de jogar no São Paulo. Não precisa explicar para ninguém.

O Hudson é um destes jogadores experientes que você resgatou no São Paulo e o transformou em capitão do time. A que você credita esta ascensão?

Não dei nada para ele de graça. Ele conquistou a posição de capitão, porque é um exemplo no jogo, no dia-a-dia dos treinamentos. É sério e bom profissional.

Aguirre está no São Paulo desde março
Aguirre está no São Paulo desde março Aguirre está no São Paulo desde março

O São Paulo tem a tabela mais difícil entre os times que lutam pelo título. São dois confrontos diretos contra Inter e Palmeiras, além do clássico contra o Corinthians. Como você faz o planejamento para buscar o título?

O primeiro confronto direto que eu tenho é sempre o próximo jogo. Ele vale os mesmo três pontos que o jogo contra o Palmeiras e o Internacional. Penso um jogo de cada vez.

O São Paulo tem elenco para aguentar o campeonato todo? Por exemplo a ausência do Everton atrapalha o seu planejamento?

Temos elenco. Não dá para pensar em quem não tem condição de jogo. Todos os times passam por dificuldade e perdem jogadores importantíssimos. Isso é normal. O Everton é um grande jogador, mas não pode jogar eu nem falo dele. Não dá para depender só de um jogador. Tenho de achar uma solução com o que temos.

Na última semana a Associação Uruguaia de Futebol anunciou a renovação com o treinador Óscar Tabárez. O seu nome estava sendo citado para substituí-lo. É um sonho da sua vida treinar a seleção Celeste?

Eu fiquei muito feliz que Tabárez renovou. Ele merece e o Uruguai merece um treinador deste nível. No futuro pode acontecer de eu treinar a seleção do Uruguai. Mas não é o grande objetivo meu, não é uma coisa que estou esperando. Um dia pode acontecer ou não.

Não é o sonho da sua carreira?

É o que falei há seis meses. Estou feliz aqui e penso no meu momento de hoje no São Paulo. Não fico pensando no futuro.

Como está a vida na cidade de São Paulo, a sua família está com você?

Estou tranquilo. A vida é muito boa aqui. Minha família vem e vai para o Uruguai direto, mas eles gostam. Eu não tenho do que reclamar.

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