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Agredido em briga no metrô, corintiano de torcida organizada está na UTI

Raphael Menezes de Souza Vieira, de 21 anos, sofreu traumatismo craniano

Futebol|Do R7

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Torcidas se enfrentaram em metrô
Torcidas se enfrentaram em metrô

Um torcedor do Corinthians está entre os feridos nos confrontos entre palmeirenses e corintianos que abalaram a cidade de São Paulo antes do clássico no Pacaembu, no último domingo, pelo Campeonato Paulista. Raphael Menezes de Souza Vieira, de 21 anos, sofreu um traumatismo craniano durante a briga na estação Brás do Metrô. O rapaz, que é membro da torcida organizada Pavilhão 9, deu entrada no hospital das Clínicas no domingo, às 13h43, e continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os confrontos no Brás foram os mais violentos. A confusão teve início quando aproximadamente 100 torcedores do Palmeiras estavam na plataforma em direção à Barra Funda e um trem recheado de corintianos parou na mesma estação em sentido contrário. Em um cenário bélico, as torcidas "passaram a disparar rojões e danificar os vagões com chutes, socos e barras de sinalização". A informação consta no Boletim de Ocorrência registrado no 6.º DP Metropolitano.


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Durante a briga, um agente do Metrô viu um torcedor do Corinthians sendo agredido por um grupo de palmeirenses. Ele interferiu e tentou levar o corintiano até uma sala. No entanto, acabou atingido por um objeto quando estava na porta, sofrendo dois cortes e sangramento. Policiais militares e outros funcionários chegaram ao local para tentar controlar a situação.


"Foram danificados um rádio comunicador, placas de sinalização, vidros das portas e janelas e portas e bancos de um vagão", explicou o documento. Raphael foi direcionado ao hospital das Clínicas e o agente do Metrô foi conduzido ao hospital Santa Isabel, onde levou seis pontos e foi liberado. As imagens das câmeras de segurança foram solicitadas ao Metrô para dar sequência à investigação, além da perícia do vagão.

PALMEIRENSE EM CASA - Os últimos dias foram de aflição para a família de Marcos Antonio Estevan. No domingo, o palmeirense voltava do clássico no Pacaembu com o filho Elvis Raul e o amigo Bruno quando foi surpreendido e agredido por torcedores corintianos na avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste de São Paulo. "Quase morri do coração", disse Maria Zilda, mulher da vítima. Marcos deixou o hospital das Clínicas na segunda-feira, às 17h30, e já está de volta à sua casa em Santana de Parnaíba (SP). Restam os ferimentos da pancada sofrida na cabeça com uma barra de ferro.


De acordo com o Boletim de Ocorrência, registrado no 91.º Distrito Policial (Vila Leopoldina), Marcos conta que eles pararam o carro atrás de uma caminhonete enquanto aguardava o semáforo vermelho e, neste momento, torcedores uniformizados da Gaviões da Fiel, principal organizada do Corinthians, desceram de dentro do baú do pequeno caminhão que transportava bandeiras e começaram a atacar o automóvel.

O pai saiu do carro imediatamente para tentar se proteger e evitar que quebrassem o veículo de seu filho Elvis, de 25 anos. "Mas os corintianos começaram a investir contra ele com socos e pontapés e depois passaram atingi-lo com algo que parecia ser uma barra de ferro", narrou o documento.


Elvis acrescenta que permaneceu no veículo, que acabou danificado em vários pontos, entre eles o para-brisa. Bruno, apontado como testemunha, conta que se abaixou no interior do carro em busca de proteção e só levantou a cabeça quando a Polícia Militar já havia feito a intermediação do conflito. O trio foi encontrado pelos policiais que conduziam a escolta dos torcedores da Gaviões da Fiel do Pacaembu para a estação de Metrô Clínicas. Marcos foi levado ao hospital, onde deu entrada no domingo, às 19h46.

Entre os corintianos estavam quatro menores de idade - de 15, 13, 10 e 8 anos - e dois integrantes da Gaviões da Fiel envolvidos no caso de Oruro. Leandro Silva de Oliveira e Tadeu Macedo Andrade foram presos na Bolívia acusados de disparar o sinalizador que matou o garoto Kevin Espada em partida contra o San Jose, em fevereiro de 2013. Todos os autores assinaram um termo de compromisso e foram liberados.

Preocupada, Maria Zilda conta que o caso já está nas mãos dos advogados e deixa a escolha de continuar frequentando estádios ao marido, de 50 anos, e ao filho. "São adultos. Eu não queria que eles fossem mais, mas a decisão é deles". Ela afirma que o jovem ainda não deu uma posição definitiva sobre o assunto após o susto. Marcos e Elvis evitam comentar a briga para frear a repercussão.

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