Futebol Atleticanos estão certos em reclamar de possível pênalti contra o Palmeiras? 

Atleticanos estão certos em reclamar de possível pênalti contra o Palmeiras? 

A bola tocou no braço de Gabriel Menino dentro da área após a cabeçada de Mayke; o R7 ouviu ex-árbitros para explicar a regra

  • Futebol | Yasmim Santos*, do R7

Resumindo a Notícia

  • O lance em que a bola pegou na mão de Gabriel Menino dividiu opiniões.
  • O Palmeiras conseguiu a classificação às quartas da Libertadores após o empate.
  • Ex-árbitros concordam que não foi pênalti.
  • O VAR também entendeu que não se tratou de um lance para penalidade máxima.
Não marcação do pênalti causou revolta no Galo

Não marcação do pênalti causou revolta no Galo

Sebastiao Moreira/EFE - 10.08.2023

Um lance dividiu opiniões após o empate entre o Palmeiras e o Atlético-MG que garantiu a classficação do Verdão às quartas de final da Libertadores. Aos 24 minutos do segundo tempo, o lateral-direito Mayke afastou uma bola na área alviverde de cabeça, e, logo depois, ela bateu no braço do volante Gabriel Menino. Sem nem precisar do VAR, o árbitro Fernando Rapallini não deu o pênalti. As reclamações em campo foram instantâneas, e os atleticanos continuam até agora a falar do assunto nas redes sociais. Veja o lance abaixo:

Ex-árbitros ouvidos pelo R7 concordam com a decisão do argentino. Para o professor e ex-árbitro Sálvio Spinola, o "gesto adicional é o braço ir na bola, isso sempre é falta. A bola vindo no braço tem outras considerações, e neste caso é acidental".

"O importante é a regra, pelo que vi não é bloqueio, a bola está na direção contrária ao gol. Pela imagem, o movimento é natural e braço baixo", acrescentou.

A regra em questão é a 12 do Livro de Regras 2023/24, organizado pela Ifab (International Football Association Board). Ela diz que comete infração o jogador que "tocar na bola com sua mão ou seu braço deliberadamente, por exemplo, deslocando a mão ou o braço na direção da bola". Esse não foi o caso de Menino. 

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O ex-árbitro Alfredo Loebeling também concorda: "Não foi pênalti. O texto de regra é muito claro. Vem de um companheiro, e esse companheiro não viu a bola, estava muito próximo, então não tem nem o que discutir, não é um lance interpretativo, o texto da regra é muito claro quando vem de um companheiro". 

O especialista ainda diz que o que menos importa no lance é se a bola iria, ou não, sobrar para Hulk. "Isso não altera nada. Não foi pênalti, e o árbitro foi muito bem", afirma.

A Conmebol divulgou, na madrugada desta quinta-feira (10), o diálogo da arbitragem de vídeo com Rapallini. A cabine entendeu que o volante teve uma mão não sancionável (em "posição natural") na bola afastada por Mayke e manteve a decisão do árbitro em campo.

Confira a transcrição completa da conversa:

Árbitro: "[A bola] vem de um companheiro, vem de um companheiro".

Assistente VAR: "Vai de um companheiro, vai em direção ao centro [da área]. Ele [árbitro] disse isso".

VAR: "Temos a câmera tática também. [...] Estou [vendo] ao vivo. Temos a câmera reversa? Quero ver se não há um gesto adicional [do Gabriel Menino], nada mais".

Assistente VAR: "Sim, uma posição natural para mim".

VAR: "Fernando, está tudo checado, tudo checado".

Assistente VAR: "É como ele [árbitro] disse".

*Sob a supervisão de Carla Canteras

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