Acusado de tortura em ditadura, chefe de segurança do Uruguai é cortado da Copa
Futebol|Do R7
A Associação Uruguaia de Futebol (AUF) anunciou nesta sexta-feira que cortou da Copa do Mundo da Rússia o seu chefe de segurança, Miguel Zuluaga, acusado de tortura durante a ditadura no país, entre as décadas de 70 e 80. A entidade tomou a decisão após sofrer a pressão de movimentos que defendem os direitos humanos nas últimas semanas.
"Diante da situação do responsável pela segurança da seleção, o Sr. Miguel Zuluaga, de comum acordo se decidiu que ele não será convocado para integrar a delegação oficial da Associação Uruguaia de Futebol para o Mundial da Rússia", anunciou a entidade, em comunicado.
O anúncio foi precedido de uma reunião entre o Conselho Executivo da AUF e Zuluaga, acompanhado do seu advogado. O chefe de segurança voltou a rebater as acusações ao afirmar que fez parte da Direção Nacional de Investigação e Inteligência, órgão do governo ditatorial, mas negou qualquer participação em atos de tortura.
Zuluaga era próximo dos jogadores e do técnico Óscar Tabárez e já havia liderado a segurança da delegação uruguaia há quatro anos na Copa do Mundo do Brasil. O presidente da AUF, Wilmar Valdez, teria até consultado Tabárez antes de tomar a decisão de cortar Zuluaga do Mundial da Rússia.












